Todos os locais
Todos os locais

Selecione a região

Instagram Londrina
Instagram Cascavel
Cascavel
Londrina
Política

Senadores já discutem agenda própria

23 mai 2019 às 11:20
Por: Estadão Conteúdo

Convencidos de que a crise política vai piorar, senadores de vários partidos começaram a discutir um plano de ação para os próximos meses e decidiram tocar uma agenda própria, à revelia do presidente Jair Bolsonaro, destaca o jornal O Estado de S. Paulo.

Em almoço realizado nesta quarta-feira, 22, na residência oficial do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), líderes de bancadas avaliaram que o governo está "sem rumo" e, ainda, que Bolsonaro corre o risco de não terminar o mandato, se continuar apostando no confronto. O assunto parlamentarismo foi citado na conversa.

A notícia do encontro reservado chegou rápido ao Palácio do Planalto e foi recebida com preocupação. Auxiliares do presidente argumentaram que a simples menção do parlamentarismo cheirava "a golpe" e viram uma articulação de bastidores para enfraquecê-lo.

O senador José Serra (PSDB-SP) disse na casa de Alcolumbre que está revisando a proposta de emenda constitucional instituindo o parlamentarismo no Brasil, a partir de 2022 - no fim do governo Bolsonaro -, e deve protocolar o texto em duas semanas. Seus colegas, porém, não quiseram esticar o assunto.

O jornal apurou que vários senadores, entre eles Esperidião Amin (PP-SC), Jaques Wagner (PT-BA) e Kátia Abreu (PDT-TO), afirmaram que falar em parlamentarismo, neste momento, seria um "tiro no pé". Motivo: poderia parecer que o Congresso está tramando a derrubada de Bolsonaro. A portas fechadas, o diagnóstico ali foi o de que o presidente quer jogar a população contra o Congresso, incentivando manifestações de rua em defesa de seu mandato, como as previstas para domingo. Em 1993, um plebiscito rejeitou o parlamentarismo no Brasil, mas em todas as turbulências políticas o tema volta à tona.

Outras notícias

Governo libera R$ 5,2 bi para reforçar assistência social e saúde

TSE contabiliza 34,3 mil votos após as 17h no 2º turno das eleições

Após vitória nas urnas, Lula vai retomar viagens internacionais

"Não me lembro de ter falado isso no almoço, mas o que eu digo é que comentar uma proposta assim agora, mesmo que seja para o futuro, é tão inútil quanto corrosivo", disse Amin. "Sou parlamentarista, mas estamos iniciando um governo com dificuldades próprias. Você acha que é interessante debater mudanças de sistema de governo? É inútil, porque não produzirá nenhum efeito agora, e corrosivo, porque a interpretação é de golpe. Não tem meio-termo."

A iniciativa de discutir saídas para a crise partiu de Alcolumbre e do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE). Apesar das inúmeras queixas sobre o governo, no entanto, ninguém tem pronta uma receita para enfrentar o "tsunami". O termo, usado recentemente por Bolsonaro, também foi citado no encontro, que reuniu 14 dos 81 senadores. Um deles chegou a dizer que o presidente pode acabar virando uma "rainha da Inglaterra", que reina, mas não governa.

Na tentativa de recuperar protagonismo e não ficar a reboque da Câmara, o Senado vai investir em temas econômicos. A ideia é formular a pauta da "concertação", que tenha como foco a geração de emprego e o crescimento. Tanto na Câmara como no Senado há uma percepção generalizada de que tudo o que não der certo no governo será debitado por Bolsonaro na conta do Legislativo. O problema é que, após quase cinco meses de mandato, o presidente ainda não conseguiu formar uma base de sustentação no Congresso além das fronteiras do PSL, o seu partido. Até agora, por exemplo, ele enfrenta resistências para aprovar a reforma da Previdência, considerada essencial pela equipe econômica para o ajuste das contas públicas.

Lista

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), não participou do almoço, mas também está apreensivo com os movimentos de Bolsonaro. Na lista dos interlocutores de Maia estão, além de políticos e empresários, ministros do Supremo Tribunal Federal. Em reunião da cúpula do DEM nesta quarta-feira, Maia foi aconselhado a não entrar no "jogo de provocações" do Planalto e a investir em uma pauta própria.

Bolsonaro deu várias cotoveladas no Congresso, nos últimos dias, e foi aconselhado a amenizar as críticas. A uma plateia de empresários, no Rio, ele chegou a dizer que "o grande problema do Brasil é a classe política". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Siga a Tarobá no Instagram

Veja também

Relacionadas

Política
Imagem de destaque

Justiça proíbe deputada de incentivar demissão de opositores

Política
Imagem de destaque

EUA vão emitir vistos para Flávio Bolsonaro e família

Política

Promotor que investiga PCC é cotado para ministério de Lula

Política

Imprensa internacional apura suposta ida de Flávio aos EUA

Mais Lidas

Cidade
Londrina e região

Jessicão nega discriminação após sugerir demissão de petistas

Cidade
Londrina e região

Polícia identifica suspeito de matar empresário em Londrina

Cidade
Londrina e região

Operação apura desvio de entidades filantrópicas de Londrina

Cidade
Londrina e região

Investigação aponta que homem foi morto por engano em Londrina

Cidade
Londrina e região

Abrasel repudia listas de boicote a comércios por política em Londrina

Podcasts

ENTENDA
Imagem de destaque

LiDERE+ 2026: uma década conectando líderes e transformando negócios

Podcast Sem Cerimônia | EP 26 | Conexões no Trabalho | Giovanni Augusto e Raphael Lima

Sem Cerimônia | EP 25 | Planejamento financeiro e escala 5x2 | Karime Claro de Carvalho