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Tebet apoia fim da escala 6x1 e pede transição gradual

Em entrevista à BandNews TV, pré-candidata ao Senado afirmou que o micro e pequeno empresário precisará de proteção e subsídios do Estado.
26 mai 2026 às 15:40
Por: Band
Foto: Senado

A pré-candidata ao Senado por São Paulo Simone Tebet (PSB) defendeu o fim da escala 6x1 nesta terça-feira (26) e afirmou que a medida não vai quebrar a economia brasileira. Em sabatina na BandNews TV, ela reconheceu que o setor de serviços e os micro e pequenos empresarios serão os mais afetados pela mudança, mas garantiu que o Estado tem ferramentas para minimizar os impactos.


"O Brasil não vai quebrar, nem a classe política vai dar um cavalo de pau", afirmou a pré-candidata. Ela lembrou que o Congresso Nacional é plural e representa diferentes setores da economia, o que, na sua avaliação, funciona como uma trava natural contra medidas que possam ameaçar a competitividade do setor produtivo.


Para os segmentos mais vulneráveis, Simone defendeu uma transição gradual e o uso de instrumentos como subsídios e políticas de fomento para proteger pequenos comerciantes e empresários com poucos funcionários. "O Estado tem instrumentos para não dar um cavalo de pau e para proteger esse micro e pequeno empresário", disse.


Simone disse ter solicitado, quando ainda era ministra do Planejamento e Orçamento, um estudo sobre os efeitos da proposta. O levantamento, segundo ela, mostrou que áreas como indústria e agronegócio teriam impacto mínimo no faturamento por conta do avanço da mecanização e dos efeitos esperados da reforma tributária a partir de janeiro.

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A ex-ministra lembrou que a discussão sobre o assunto não partiu do Executivo, mas surgiu dentro do próprio Parlamento, com apoio posterior do governo. A pré-candidata defendeu que a mudança na jornada de trabalho é uma adaptação necessária a uma realidade que já está em curso no mundo e citou que o setor produtivo vem obtendo ganhos crescentes de produtividade com a mecanização e, mais recentemente, com a inteligência artificial e o ambiente digital.


"A escala 5 por 2 era necessária, sem redução de salário. Isso é uma realidade do mundo e que a gente tem que se adaptar", afirmou.


A discussão sobre a jornada de trabalho é um dos temas mais sensíveis do debate econômico pré-eleitoral. Críticos da proposta alertam para o risco de aumento do desemprego e encarecimento da folha de pagamento, especialmente para pequenas empresas do setor de serviços. Tebet reconheceu a preocupação, mas disse estar "muito tranquila" quanto à capacidade do Estado de intervir caso algum setor sofra prejuízos concretos de competitividade.

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