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Curiosidade

Quer aprender mais rápido e não esquecer mais? Veja algumas dicas

18 mar 2019 às 08:29
Por: Redação Tarobá News

Todo mundo costuma dizer que as crianças são como "esponjas", pois aprendem com muita facilidade. Já com o passar dos anos, tudo fica mais difícil: o conteúdo que precisa ser assimilado torna-se mais complexo, ao mesmo tempo em que responsabilidades, preocupações e prazeres passam a atrapalhar a concentração. Como se não bastasse, nosso "hardware" sofre modificações conforme envelhecemos.

Mesmo com o ritmo de formação de novos neurônios reduzido na idade adulta, a capacidade que essas células têm de criar novas conexões e redes no cérebro permanece até os últimos anos de vida. Esse fenômeno, conhecido como neuroplasticidade, é observado até depois de traumas ou lesões que levam à morte de neurônios. Pelo mesmo motivo, hoje se sabe que a genética pode ter seu papel na facilidade para aprender isso ou aquilo, mas o ambiente importa muito para o aprendizado, segundo especialistas.


Varie os ambientes e sensações

Ter um horário específico do dia ou da semana para estudar, bem como escolher um local iluminado e silencioso, são dicas que favorecem a construção de uma rotina de estudo para adultos e crianças. Porém, pesquisas sugerem que variar o ambiente de estudo, de vez em quando, faz bem. "Sem que a gente perceba, nosso cérebro absorve tudo o que está em volta e passa a relacionar algo ao que se quer aprender, como a luz do abajur, por exemplo. Mas, na prova, o objeto não vai estar lá", explica Taís Bento, do SOS Educação. A dica é estudar a mesma matéria em pelo menos três ambientes diferentes: um dia na sala; no outro, no quarto; e no terceiro, fora de casa. Especialistas em neurociência têm reiterado os benefícios das estratégias multissensoriais no aprendizado porque cada novo sentido utilizado demanda novas conexões entre os neurônios. Algumas escolas até tentam trabalhar com esse princípio: primeiro a matéria é ensinada oralmente, depois a mesma informação é abordada na aula de artes e, então, na educação física. Se você precisa fazer sua equipe assimilar melhor os passos de um projeto ou quer gravar bem uma aula na memória, experimente fazer desenhos, associar músicas, cores ou gestos que reforcem os tópicos.

Abuse de algumas técnicas

Só de anotar o conteúdo de uma aula e organizá-lo em tópicos você já processa melhor a informação, por isso esse conselho nunca sai de moda. Fazer um resumo da leitura também. O neurologista infantil Felipe Kalil, pesquisador do Instituto do Cérebro da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (InsCer/PUCRS), dá outra dica valiosa: ensinar o conteúdo para um colega e pedir que ele faça o mesmo para você são outras estratégias que ajudam na consolidação do aprendizado.

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