Debates, atividades expositivas e até visitas guiadas fazem parte dos encontros semanais de uma oficina sobre história e cultura local, que tem apresentado aos participantes aspectos importantes do patrimônio de Londrina e região. A responsável pela atividade, a historiadora Eliane Candoti, falou sobre a iniciativa.
Para Eliane, o patrimônio está diretamente ligado às relações afetivas e de identidade que as pessoas estabelecem com o lugar onde vivem. Segundo ela, conhecer a história da cidade ajuda a educar o olhar e a valorizar os elementos que fazem parte do cotidiano.
A oficina aborda tanto o patrimônio físico como monumentos, edificações e ruas tradicionais, a exemplo da Rua Sergipe e da Avenida Saul Elkind, quanto o patrimônio imaterial, que inclui hábitos e tradições como a feira de domingo, a Feira da Lua e o tradicional pastel de feira.
Entre as atividades propostas estão visitas guiadas, em que o grupo percorre áreas urbanas e rurais, explorando a relação histórica de Londrina com o café. Durante os encontros, os participantes já visitaram escolas isoladas no campo e locais como a Venda dos Pretos, ouvindo relatos de pessoas que vivenciam essa história no dia a dia.
Outra proposta da oficina é a produção de um e-book. Os participantes são incentivados a registrar a cidade por meio de fotografias feitas com o telemóvel, reunindo diferentes olhares sobre os espaços urbanos. Os registros serão organizados em uma publicação digital ao final da atividade.
A iniciativa também reforça a importância da educação patrimonial. A ideia é que, ao transformar espaços em “lugares” carregados de significado, a população se torne uma rede de proteção e salvaguarda, contribuindo para o cuidado e a preservação dos espaços públicos.
A oficina começou no dia 5 de março e terá encontros semanais até 28 de maio de 2026. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo Sympla. Embora as 50 vagas iniciais já tenham sido preenchidas, a organização orienta que interessados compareçam aos encontros na Vila Usina Cultural, já que podem surgir desistências ou ampliação de vagas.
A iniciativa é promovida pela Vila Usina Cultural, reforçando a importância de olhar para a cidade como um espaço de contemplação artística e histórica.