A caminhada de Joelaine pelo corredor do Hospital São Vicente, em Guarapuava, foi especial desta vez. Após três meses de luta e visitas diárias à UTI Neonatal, ela finalmente levou para casa a pequena Lívia Machado, nascida prematuramente com apenas 25 semanas de gestação.
Com pouco mais de dois quilos, Lívia enfrentou inúmeras dificuldades em seus primeiros meses de vida. Considerado um caso de alto risco, seu nascimento prematuro ocorreu após Joelene apresentar perda de líquido e dores que culminaram em um parto normal. "Não foi fácil. Só quem passa por uma UTI sabe o que é. Tinha dias que eu vinha feliz, mas outros eu chorava porque ela não estava bem", desabafou a mãe emocionada.
A trajetória da bebê foi marcada por desafios médicos e emocionais. De acordo com a equipe do hospital, a sobrevida em casos como o de Lívia, com menos de 28 semanas de gestação, é bastante delicada. "Foi um desafio para toda nossa equipe. Esses bebês são muito frágeis e demandam cuidados extremos. Mas, com trabalho em conjunto, conseguimos", destacou um dos profissionais da UTI Neonatal.
A história também reflete a importância do pré-natal, que no caso de Joelene começou tardiamente, já que ela só descobriu a gravidez no quarto mês. "A principal causa de prematuridade é a infecção urinária não tratada, por isso o acompanhamento adequado é fundamental", explicou a equipe médica.
Durante o período de internação, Lívia recebeu cuidados que foram além dos procedimentos médicos. "Os profissionais trataram ela como se fosse deles. Foi um acolhimento que me deu força para seguir", relatou Joelene.
Agora, a família, que vive no interior de Guarapuava, inicia um novo capítulo em casa, repleta de gratidão e esperança. "É muita emoção. Foram três meses de luta e, agora, ela é nossa de verdade. Vou poder cuidar dela em casa, amamentar, ver ela crescer", disse a mãe, visivelmente emocionada.