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Comitiva da Nova Zelândia apresenta tecnologias de precisão para a pecuária no Brasil

20 empresas do país da Oceania trazem softwares de gestão e genética bovina de alta performance para otimizar a produção nacional no pasto.
22 mar 2026 às 10:00
Por: Portal Tarobá
Foto: Tarobá

Uma comitiva de 20 empresas da Nova Zelândia visitou o Brasil neste mês para firmar parcerias comerciais e apresentar tecnologias voltadas ao agronegócio. O grupo, que contou com a presença do chanceler neozelandês, trouxe inovações em genética bovina e sistemas de gestão integrada para a pecuária. O evento, organizado pelo Consulado da Nova Zelândia, foca no potencial do campo brasileiro como o principal mercado para soluções de eficiência produtiva.


Entre as tecnologias apresentadas, destaca-se um software de gestão que integra o controle de peso dos animais, o manejo de pastagens e o monitoramento de insumos, como água e combustível. André Mussio, gerente de uma das empresas participantes, relata que a tradição do país na área remete a 1936, com a invenção da cerca elétrica. Atualmente, o foco é a precisão de dados para otimizar o dia a dia na fazenda.


No setor de lácteos, a genética neozelandesa é oferecida como solução para aumentar a produtividade em regimes de pasto. Barry Alisson, gerente para a América Latina de uma cooperativa com 10 mil produtores, explica que a seleção de animais é feita há mais de um século com foco na conversão de pastura em leite. "A nossa genética é a solução para você", afirma Alisson, direcionando a oferta a produtores de diferentes portes.


A viabilidade dessas tecnologias no Brasil é reforçada por produtores que já utilizam o modelo estrangeiro. David Broad, neozelandês que comanda uma fazenda com 10 mil animais na Bahia, produz 70 mil litros de leite por dia utilizando o DNA tecnológico de seu país de origem. Segundo ele, as ferramentas são acessíveis tanto para pecuaristas de leite quanto de corte, independentemente do tamanho da propriedade.


A relação comercial entre as duas nações é favorável ao Brasil. Em 2025, o saldo da balança comercial foi positivo em mais de US$ 62 milhões. Enquanto o Brasil exporta café, celulose e sucos, a Nova Zelândia vende medicamentos e produtos lácteos ao mercado nacional. Para Luiz Antonini, gerente de agro do Consulado da Nova Zelândia, a aproximação pessoal é fundamental para o fluxo dos negócios. "Bom relacionamento, pessoas bem-intencionadas e com necessidades similares: eu acho que, a partir daí, os negócios fluem", diz Antonini.

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