Você já ouviu falar em moradias impressas? A Universidade Estadual de Londrina (UEL) está a poucos meses de receber um equipamento que promete impulsionar pesquisas com os chamados materiais cimentícios impressos e abrir caminho para a construção de habitações sociais por meio da tecnologia 3D.
O projeto prevê a edificação de casas populares com cerca de 38 a 40 metros quadrados, explica a professora do Departamento de Arquitetura da UEL, Luana Toralles Carbonari. A iniciativa do projeto é coordenada por Berenice Martins Toralles.
Segundo as responsáveis, a proposta utiliza uma impressora 3D de grande porte com chegada prevista da Espanha entre maio e junho de 2026 capaz de erguer paredes a partir do empilhamento de camadas de material cimentício, como argamassa composta por cimento, areia e aditivos.
De acordo com as professoras, o principal objetivo é viabilizar a construção de moradias destinadas a pessoas em situação de vulnerabilidade social ou afetadas por desastres, já que a técnica permite maior rapidez na execução das obras e redução do desperdício de materiais.
Com a chegada do equipamento, a UEL poderá se tornar referência no Paraná e no Brasil, ao integrar o grupo restrito de instituições que dispõem de impressora 3D em escala real voltada à habitação social.