A discussão sobre comprar ou não comprar livros ganhou força após a escritora Tamara Klink questionar o consumo de obras físicas e seus impactos ambientais. No debate, as convidadas Mariana Ribeiro Queiroz, Gabriela Cruciol e Viviane Alexandrino destacam que a reflexão sobre sustentabilidade é importante, mas que o livro também representa cultura, conhecimento e incentivo à leitura.
Para as participantes, o problema está principalmente no consumo excessivo, e não na compra de livros em si. O conceito de “antibiblioteca”, de Umberto Eco, foi lembrado para mostrar que ter livros ainda não lidos pode representar um patrimônio de conhecimento e possibilidades futuras, enquanto o formato físico permite anotações, empréstimos e compartilhamento.
Como alternativas mais sustentáveis, sebos, bibliotecas e a reutilização de livros aparecem como caminhos para reduzir impactos ambientais sem afastar as pessoas da leitura. O debate reforça que é possível repensar hábitos de consumo e, ao mesmo tempo, valorizar o livro como instrumento de conhecimento, especialmente em um país que ainda precisa incentivar mais o hábito de ler.