O “sleep divorce”, ou divórcio do sono, vem ganhando espaço entre casais que buscam melhorar a qualidade do descanso sem abrir mão da relação. Em entrevista, a psicóloga Keyse Sutil, especialista em sono, explica que dormir em camas ou quartos separados pode ser uma decisão consensual para preservar o bem-estar de ambos. A prática não representa, necessariamente, um problema no relacionamento.
Segundo Keyse, ronco, apneia do sono, insônia, movimentação excessiva durante a noite e horários diferentes estão entre os principais motivos que levam casais a considerar a separação dos quartos. A especialista ressalta, porém, que essa não deve ser a primeira alternativa. É importante investigar e tratar possíveis causas dos problemas de sono antes de tomar essa decisão.
Para a psicóloga, dormir bem também pode melhorar a convivência, já que a privação de sono interfere no humor e reduz a tolerância à frustração. Quando feita de forma consensual, a prática pode contribuir para uma relação mais saudável, sem comprometer a intimidade do casal. Afinal, o objetivo não é se afastar, mas encontrar uma forma de descansar melhor juntos — mesmo que em quartos diferentes.