Blog do Nassif

Com a palavra, Wellington Moreira

14 set 2026 às 10:55

O que nos trouxe até aqui não necessariamente vai nos levar adiante. A frase, do consultor Marshall Goldsmith, resume o desafio que Wellington Moreira coloca para profissionais e empresas diante de um mercado em transformação acelerada. Consultor da Caput Consultoria com 26 anos de experiência, Wellington foi um dos convidados da primeira edição do Plaenge Day, encontro realizado pela Plaenge em Londrina para debater desenvolvimento e aprendizado contínuo com seus colaboradores.


Em sua palestra "A arte de aprender, desaprender e reaprender", ele mostrou que a capacidade de navegar por esses três processos define o sucesso profissional no mundo contemporâneo. Em entrevista exclusiva ao blog, ele explica como esses conceitos se aplicam na prática das empresas.



O que significa aprender, desaprender e reaprender na prática das empresas?

São três habilidades muito importantes. Precisamos aprender para acumular novos conhecimentos e adotar novas práticas, pois o mundo do trabalho tem mudado muito e precisamos ser esponjas de novos conhecimentos, como as crianças, mesmo na fase adulta. Precisamos também desaprender, porque é necessário abandonar algumas crenças e práticas. Tem coisas que funcionaram até pouco tempo atrás, mas que agora não podem mais seguir como padrão de como resolver as coisas. E isso já é um grande desafio, porque todo mundo tem história, tem experiência. O reaprender tem a ver com ressignificar e, muitas vezes, reconstruir a nossa própria identidade. Pense numa pessoa que faz as coisas de uma determinada maneira e teve seu trabalho impactado pela inteligência artificial. Ela vai ter que reaprender. Não basta só desaprender.



Como se desapegar de velhos hábitos nesse processo?

Antes de mais nada, é importante esquecer as certezas. Muita gente diz "isso não funciona, eu já fiz e não deu certo". Pessoas abertas à mudança são aquelas que conseguem se perguntar "isso funcionou até ontem, será que pode continuar funcionando agora?". Elas têm a coragem de questionar se aquele caminho que deu tão certo até pouco tempo atrás continua sendo válido dentro da nova realidade, do novo momento.



Quem está iniciando a carreira agora com essa consciência já sai na frente?

Sem dúvida. Muitas vezes as empresas preferem profissionais novos justamente porque essas pessoas ainda têm aquele espírito de criança, de ser uma esponja. Mas atualmente já vemos muita gente com uma baita bagagem, porém consciente da necessidade de mudar, aberta a um tipo de comportamento que não encontrávamos há 20 anos.



Como avalia a iniciativa da Plaenge de trazer esse debate para os colaboradores?

Desde o momento em que fui convidado, fiquei pensando em quão valioso seria se todas as empresas levassem seus colaboradores a pensar em suas carreiras, na forma como trabalham e se é possível fazer de um jeito novo. Tem companhias que só pensam nisso quando as coisas estão dando errado, o que não é o caso da Plaenge. Isso me leva à convicção de que seguramente todo mundo saiu do evento provocado, com grandes ideias e trabalhando com uma performance ainda melhor.


Veja Também