Na noite deste domingo, o debate entre candidatos ao Governo do Paraná foi marcado pelo embate entre Requião Filho (PDT) e Sandro Alex (PSD), que trocaram acusações sobre alianças políticas, obras de infraestrutura e temas como Porto de Paranaguá, educação, segurança e privatização da Copel.
Ausência de Moro e troca de ataques
Sem Sergio Moro, que preferiu não comparecer, os dois candidatos concentraram as críticas um no outro e fizeram questão de pouco citar o senador. Requião chamou Sandro Alex de "quarta opção" de Ratinho Junior e de "vice" de Rafael Greca, em referência à aliança entre Rafael Greca, do MDB, e o grupo político do governador Ratinho Junior.
Sandro Alex, por sua vez, adotou discurso próximo ao do atual governo ao afirmar que as brigas políticas em Brasília não podem interferir no desenvolvimento do Estado. Ele se apresentou como político de direita, com "valores inegociáveis" e contrário ao PT e ao presidente Lula, e chamou o adversário de "ventilador de mentiras" e defensor de um "modelo Venezuela" de governo. Ao responder sobre os impactos da redução do IPVA para os municípios, chegou a se referir a Requião como "governador".
Porto, educação e segurança
O Porto de Paranaguá foi o principal tema do primeiro bloco, citado em respostas e perguntas sobre o futuro do Paraná. No segundo bloco, Sandro Alex afirmou que o Estado tem "a melhor educação do país", enquanto Requião Filho contestou o quadro, criticou a carreira dos policiais e disse que há números subnotificados de violência.
Ao falar sobre violência contra a mulher, o pedetista avaliou que os índices poderiam ser mais baixos e afirmou que, por ideologia, o governo estadual não assinou um pacto com o Governo Federal.
Obras, licitações e Copel
Em outro momento, Requião pediu explicações sobre denúncias de fraudes e desvios em licitações investigadas pelo Tribunal de Contas do Estado. Sandro Alex respondeu que a fala é infundada e destacou obras de infraestrutura, citando a construção da Ponte de Guaratuba durante sua gestão como secretário de Infraestrutura, e afirmou que novas obras serão feitas se for eleito.
No terceiro bloco, Requião Filho relembrou a privatização da Copel, disse que as contas de luz no Paraná estão entre as mais altas do país e classificou o serviço como de má qualidade. Sandro Alex atribuiu o aumento das tarifas ao Governo Federal. Para o pedetista, ele teria "dificuldade imensa" em paralisar obras apontadas pelo adversário porque, segundo sua avaliação, elas "não existem", e afirmou que iniciativas citadas, como a ponte de Foz do Iguaçu, foram viabilizadas com recursos federais.
Entrevistas encerram o debate
O último bloco do encontro teve formato de entrevistas individuais de dez minutos com cada candidato. As perguntas foram conduzidas pela apresentadora Alessandra Consoli e pelo repórter Rodrigo Leite.
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