O mundo do rock sofreu uma perda significativa nesta sexta-feira (26). A banda britânica The Cure confirmou a morte de Perry Bamonte, multi-instrumentista que marcou a sonoridade do grupo nos anos 1990 e 2000. O músico tinha 65 anos.
De acordo com um comunicado oficial divulgado no site da banda, Bamonte faleceu após ser acometido por uma "rápida doença" durante o feriado de Natal. A notícia pegou fãs e colegas de surpresa, dada a atividade recente do artista junto ao grupo.
Perry, que tocava guitarra, baixo e teclado, teve uma trajetória única dentro do The Cure. Ele começou a trabalhar com a banda ainda na década de 1980, atuando nos bastidores como assistente pessoal do vocalista Robert Smith.
Em nota, os companheiros de palco prestaram uma homenagem emocionada ao amigo, revelando o apelido carinhoso pelo qual ele era conhecido nos bastidores.
"Quieto, intenso, intuitivo, constante e imensamente criativo, 'Teddy' tinha um grande coração e era parte vital da história do The Cure", declarou a banda.
Legado em hits mundiais
A contribuição de Perry Bamonte está eternizada em alguns dos álbuns mais populares do The Cure. Ele participou ativamente das gravações de discos como Wish (1992), Wild Mood Swings (1996), Bloodflowers (2000) e The Cure (2004).
Seus acordes estão presentes em sucessos globais, incluindo o hino pop "Friday I'm in Love", além de faixas como "Letter to Elise", "High" e "Mint Car".
Bamonte subiu ao palco em mais de 400 shows ao longo de 14 anos de estrada com a banda.
Retorno recente e planos interrompidos
Após um período afastado a partir de 2005, quando saiu para se dedicar a outros projetos — incluindo a banda Love Amongst Ruin —, Perry Bamonte havia retornado oficialmente ao The Cure.
Sua volta definitiva aconteceu em 2022, quando integrou a aclamada turnê Shows of a Lost World, que foi encerrada em 2023.
Segundo a nota oficial, Bamonte seguia nos projetos do The Cure e estava escalado para participar das novas apresentações agendadas para 2026.