A influenciadora digital Monniky Fraga foi presa pela Polícia Civil de Pernambuco sob a acusação de forjar o próprio sequestro para atrair engajamento e aumentar o número de seguidores nas redes sociais. O caso, que teve início em abril do ano passado, mobilizou as autoridades após a criadora de conteúdo publicar vídeos em que aparecia visivelmente emocionada, relatando detalhes de uma suposta violência sofrida.
Em seu depoimento inicial, Monniky afirmou que ela e o marido haviam sido rendidos por criminosos e que o companheiro teria sido agredido durante a ação. No entanto, as investigações conduzidas no bairro da Boa Vista, no Recife, apontaram contradições severas nos relatos. A polícia confirmou que o crime jamais existiu e que o marido da influenciadora não tinha conhecimento de que a situação era, na verdade, uma encenação planejada por ela.
Extorsão familiar e rede de cúmplices
A investigação revelou uma face cruel da farsa: a própria mãe de Monniky foi vítima da encenação. Acreditando que a filha e o genro estavam em risco de morte, ela realizou uma transferência bancária para os supostos sequestradores para garantir a libertação do casal. Assim como o marido, a mãe da influenciadora foi enganada pela própria filha.
Para executar o plano, Monniky contou com a colaboração de três homens. A rede de cúmplices enfrenta desdobramentos distintos na Justiça:
- Ex-companheiro: Um dos envolvidos já teve um relacionamento afetivo com a influenciadora. Ele já estava detido por outro crime e agora responderá também pelo falso sequestro.
- Segundo suspeito: Foi assassinado na última semana no município de Abreu e Lima, na Região Metropolitana do Recife.
- Terceiro suspeito: Segue foragido e ainda não foi identificado pelas autoridades.
Perfil e motivação do crime
Monniky Fraga utilizava sua presença nas redes sociais para construir uma narrativa de vulnerabilidade que gerasse comoção pública. A busca desenfreada por métricas de vaidade e novos seguidores motivou a criação de um enredo que simulava um crime de alta periculosidade.
A Polícia Civil destaca que a conduta da influenciadora, além de mobilizar indevidamente recursos do Estado, configurou crimes de extorsão e falsa comunicação de crime. Monniky permanece detida e à disposição da Justiça de Pernambuco, enquanto as investigações continuam para localizar o último integrante do grupo.