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Abandono do Diretório Central dos Estudantes causa indignação dos alunos

30 ago 2023 às 13:03

Um estudante da UEL denunciou, nas redes sociais, o abandono do prédio utilizado pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE). Nossa equipe de reportagens esteve no local e confirmou a situação: o espaço que deveria servir como ambiente de estudos e planejamentos virou um mocó.


A construção de madeira é antiga e está bastante deteriorada. Parte do material, visivelmente podre.


A identificação ainda permanece: DCE. Diretório Central dos Estudantes, juntamente com Centros Acadêmicos de alguns cursos.


O prédio fica ao lado do departamento de Engenharia Elétrica e perto do Calçadão da UEL. Os sinais do abandono estão fora e dentro do imóvel, todo pichado.


Situação que deixou Gabriel Bertolucci , estudante de Economia, indignado. Ele fez um vídeo e postou nas redes sociais.


"O que mais me incomodou foram as garrafas de bebidas alcoólicas, proibidas pelo regimento interno, a presença de baseados, fichas de venda de maconha, e preservativos usados" relata Gabriel.


Segundo ele, depois da publicação, tapumes foram colocados para impedir o acesso.


Uma das portas estava aberta. O local está imundo. Parece um depósito de móveis e eletrodomésticos velhos e cheio de lixo.


Segundo Gabriel, o local devia ser um espaço para "que os alunos se sintam tranquilos para frequentar, estudar, fazer um trabalho, tomar um café, se divertir".


Por meio de nota, a UEL informou que a estrutura tinha sido cedida para o Diretório e Centros Acadêmicos, desativados há meses e fechados pela prefeitura do campus.


Um grupo de trabalho foi criado para decidir o futuro do imóvel. Gabriel foi convidado para participar, mas recusou:


"Eu não vou poder participar da elaboração dos relatórios ou das reuniões, apenas poderei ver como ficou; minha opinião não servirá de nada. Então, praticamente, não vou ter voz ativa nenhuma pra poder solucionar esse problema" conta.


A nossa produção entrou em contato com a última presidência do DCE. A informação é de que, desde maio, não há uma gestão do Diretório.