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Agro de MG fatura US$ 5,8 bilhões e estado segue no top 3 das exportações

10 jun 2026 às 14:10

As exportações do agronegócio de Minas Gerais movimentam US$ 5,8 bilhões entre janeiro e abril deste ano. Os dados consolidados do quadrimestre confirmam a força do setor que, mesmo diante de uma redução no faturamento total e no volume de produtos embarcados em comparação com o mesmo período do ano anterior, garante a permanência do estado no top 3 dos maiores exportadores agropecuários do Brasil.


O desempenho da balança comercial mineira reflete a alta capilaridade do setor. Atualmente, a produção do estado alcança mais de 160 países, distribuída em uma cesta de exportação composta por cerca de 500 produtos diferentes. Esse fluxo contínuo para o mercado externo assegura o protagonismo de Minas Gerais no comércio internacional e ampara a economia regional. 


Carnes impulsionam vendas e sustentam liderança nacional O resultado expressivo das exportações mineiras neste início de ano é puxado principalmente pelo crescimento nas vendas externas de carnes. O segmento apresenta dinamismo e compensa flutuações de preços e volumes registradas em outras cadeias produtivas do setor agropecuário.


A demanda internacional aquecida pelas proteínas produzidas no estado funciona como o principal motor para a manutenção de Minas Gerais no grupo de elite dos estados exportadores. A diversificação de destinos e de produtos é apontada como um dos pilares de sustentabilidade do agronegócio local. Ao fornecer desde commodities tradicionais até itens processados para centenas de mercados parceiros, as cooperativas e agroindústrias mineiras mitigam os riscos associados às crises econômicas ou barreiras sanitárias isoladas em determinadas regiões do planeta. 


Campo concentra 85% das emissões de carbono no soro de leite Paralelamente aos dados de mercado, o setor produtivo passa a contar com ferramentas para aprimorar os indicadores de sustentabilidade. Um estudo inédito realizado no Brasil analisa o impacto ambiental na cadeia do soro de leite em pó, matéria-prima amplamente utilizada na fabricação de whey protein. O levantamento mapeia de forma detalhada todas as fases do processo, desde o manejo nas fazendas produtoras de leite até a etapa de transformação industrial.


A pesquisa constata que a maior parte das emissões de gases de efeito estufa ocorre antes de a matéria-prima cruzar os portões da fábrica. Segundo o diagnóstico, cerca de 85% da pegada de carbono total do produto é gerada durante a etapa de produção no campo, o que inclui fatores como o manejo dos animais, pastagens e o uso de insumos na propriedade rural. O estudo é desenvolvido pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) em conjunto com a Embrapa Gado de Leite. O mapeamento serve como base científica para que a cadeia leiteira nacional crie estratégias focadas na descarbonização, permitindo que a indústria atenda às exigências crescentes do mercado global por produtos com menor impacto ambiental e processos certificados.

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