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Azeite extravirgem ou comum? Veja diferenças e fuja de fraudes

Ministério da Agricultura e peritos explicam como diferenciar os tipos e alertam para falhas em testes caseiros da internet.
18 ago 2026 às 12:49
Por: Band
Mais 8 marcas de azeite estão impróprias para o consumo - Divulgação/Mapa

O aumento nas apreensões de lotes de azeite de oliva adulterado no país acendeu o alerta dos consumidores e fez crescer a busca por métodos para identificar produtos falsificados. Diante desse cenário, especialistas e técnicos do Ministério da Agricultura e Pecuária orientam sobre as diferenças fundamentais entre o azeite extravirgem e o azeite comum, além de alertarem contra o uso de testes caseiros que circulam nas redes sociais.


De acordo com dados da fiscalização federal, o azeite de oliva ocupa o segundo lugar no ranking mundial de alimentos mais fraudados, atrás apenas do pescado. A proliferação de vídeos que recomendam congelar a garrafa ou queimar o líquido com um pavio para testar a pureza não possui respaldo técnico. Pesquisadores explicam que a solidificação varia conforme a espécie da azeitona e que qualquer gordura serve como combustível, tornando esses métodos ineficazes para atestar a qualidade.


A principal distinção entre as categorias está no método de extração e no índice de acidez livre. O azeite extravirgem é obtido exclusivamente por prensagem mecânica a frio do fruto fresco, devendo registrar acidez máxima de 0,8% e ausência de defeitos sensoriais. Esse processo preserva integralmente os nutrientes e compostos antioxidantes originais da azeitona.


Já o azeite de oliva comum resulta da mistura de azeite refinado com uma parcela de azeite virgem, admitindo taxa de acidez de até 1,0%. O refino industrial elimina impurezas do óleo, mas reduz a concentração de compostos bioativos. Vale destacar que o percentual de acidez é um parâmetro químico de laboratório e não se relaciona com a sensação de sabor ácido no paladar.


Para evitar a compra de azeite falsificado, a orientação das autoridades é desconfiar de marcas vendidas por preços muito abaixo da média praticada no comércio. O consumidor deve optar por embalagens de vidro escuro — que protegem o produto da luz —, checar se a data de envase é recente e observar o rótulo para não confundir azeite puro com óleo composto, que contém mistura com soja ou milho.

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