Agro

Brasil deve colher maior safra da história com 353,4 milhões de toneladas

14 mar 2026 às 10:37

O Brasil deve colher a maior safra da história nesta safra, com aproximadamente 353,4 milhões de toneladas, indica a projeção oficial do governo, divulgada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta sexta-feira (13). A soja continua sendo o principal produto cultivado no Brasil.  


De acordo com a Conab, esse volume representa um crescimento de 0,3% em relação à safra anterior e o avanço é sustentado pelo aumento de 1,7% na área de plantio, que deve chegar a 83,2 milhões de hectares. A produtividade média nacional está projetada em 4.250 quilos por hectare.


A soja continua como o principal motor do agronegócio brasileiro e a expectativa é que a produção da oleaginosa atinja 177,8 milhões de toneladas, um novo patamar máximo para a cultura no país. Até o momento, os agricultores já colheram 50,6% da área semeada. O desempenho ocorre mesmo após um mês de fevereiro marcado por desafios climáticos, como o excesso de chuvas no Centro-Oeste e Sudeste, e a irregularidade de precipitações no Rio Grande do Sul.


Com a colheita recorde, a Conab projeta que as exportações de soja em 2026 chegam a 114,39 milhões de toneladas. Esse volume, se confirmado, será o maior já registrado nas vendas ao mercado externo.


Milho e arroz e os impactos do clima


O excesso de chuva que dificultou a colheita da soja atrasou o plantio do milho segunda safra (conhecido como safrinha). Por causa disso, estados como Goiás e Minas Gerais indicam uma redução na área destinada ao cereal.


A estimativa para a segunda safra de milho é de 108,4 milhões de toneladas. Somando as três etapas de cultivo do grão ao longo do ano, o Brasil deve produzir 138,3 milhões de toneladas de milho nesta temporada.


No caso do arroz, a produção deve recuar 12,4%, totalizando 11,2 milhões de toneladas. A queda é explicada pela menor área plantada. Apesar disso, o Rio Grande do Sul, maior produtor nacional, registra boas condições de sanidade nas plantas.


Para o feijão, a colheita total está estimada em 2,9 milhões de toneladas. Embora o número seja 4,7% inferior ao ciclo passado, a Conab garante que o volume é suficiente para assegurar o abastecimento da mesa dos brasileiros.


Já o algodão encerrou sua fase de plantio com uma produção de pluma estimada em 3,8 milhões de toneladas. O setor agora monitora o desenvolvimento vegetativo das plantas no campo para confirmar os números finais da temporada.

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