O excesso de chuvas tem prejudicado a produção de alface e outras hortaliças em Mogi das Cruzes, em São Paulo, e contribuído para a elevação dos preços. Segundo o Hortifrúti/Cepea, as precipitações recorrentes desde meados de setembro provocam danos às lavouras e reduzem a disponibilidade dos produtos no mercado.
O cenário é especialmente preocupante para a alface americana, que apresenta maior sensibilidade às oscilações climáticas e à umidade excessiva.
Solo encharcado prejudica as lavouras
De acordo com produtores consultados pelo Cepea, o acúmulo de água no solo dificulta os trabalhos no campo e interfere no desenvolvimento das plantas. O excesso de umidade também favorece problemas fisiológicos e prejudica a absorção de nutrientes.
Como consequência, parte da produção apresenta má formação e precisa ser descartada, reduzindo o volume disponível para comercialização.
A menor oferta contribui para a valorização da alface, em um cenário no qual as condições climáticas continuam limitando a produção regional.
Redução dos plantios pode prolongar a oferta baixa
A equipe do Hortifrúti/Cepea avalia que o chamado “mercado de chuva” deve persistir nas próximas semanas, mantendo a oferta controlada.
Diante das perdas e das incertezas sobre o clima, produtores têm reduzido os plantios, principalmente das variedades mais sensíveis à umidade. A estratégia busca diminuir os riscos de novas perdas, mas também pode prolongar a restrição de oferta.
Safra de verão gera preocupação
O excesso de chuva também influencia o planejamento da próxima safra. Segundo o Cepea, os produtores estão cautelosos quanto à ampliação das áreas de plantio para o verão.
Caso as condições climáticas piorem e os agricultores mantenham a redução das áreas cultivadas, o mercado poderá enfrentar uma lacuna de oferta nos próximos meses.
O comportamento dos preços dependerá da evolução das chuvas, da recuperação das lavouras e do volume de hortaliças disponível para abastecer o mercado.