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Dívida rural: volume liberado atinge apenas 13% da carteira problemática

Portaria do governo autoriza R$ 25,8 bilhões para renegociação, mas setor aponta insuficiência de recursos e exclusão do BNDES
15 ago 2026 às 11:51
Por: Band
Ilustrativa

O Ministério da Fazenda publicou uma portaria que autoriza o pagamento da equalização das taxas de juros em operações de renegociação de dívidas rurais. Contudo, o montante disponibilizado de R$ 25,8 bilhões é considerado insuficiente pelo setor produtivo, ficando distante dos mais de R$ 100 bilhões anunciados anteriormente pela equipe econômica.


A liberação dos recursos ocorre enquanto o Congresso Nacional instala a Comissão Mista da Medida Provisória 1.376/2026. A Frente Parlamentar da Agropecuária articula a aceleração da tramitação da MP para buscar melhorias no texto legislativo.


Impacto na carteira problemática do setor

A portaria autorizativa representa um dos ritos finais para disponibilizar o crédito aos produtores endividados e foi publicada nesta quinta-feira, 13. Os produtores rurais dispõem de um prazo de 90 dias para buscar as linhas de renegociação, o que gera pressão adicional devido ao volume limitado de recursos.


Os R$ 25,8 bilhões liberados equivalem a cerca de 13% da carteira problemática do agronegócio, estimada em R$ 197,2 bilhões segundo dados do Banco Central. O montante não contempla as Cédulas de Produto Rural emitidas por produtores para tradings e fornecedores.


Exclusão de instituições e distribuição dos recursos

Do total autorizado, cerca de R$ 24,1 bilhões destinam-se à agricultura empresarial, enquanto R$ 1,6 bilhão são voltados à agricultura familiar. Dez instituições financeiras estão habilitadas a operar o crédito equalizado, entre elas o Banco do Brasil, Sicredi, Sicoob e Cresol.


A ausência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social entre os agentes operadores foi criticada pela Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso. A entidade avalia que a instituição financeira poderia ampliar as fontes de recursos e melhorar a distribuição dos limites entre os produtores.

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