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El Niño reacende alerta para desastres climáticos no Rio Grande do Sul

Fenômeno climático acende sinal de alerta no Sul do país devido ao risco elevado de temporais e inundações nos próximos meses
15 jun 2026 às 18:00
Por: Band

A confirmação da chegada de mais um El Niño reacende o alerta para possíveis desastres naturais no Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, região já marcada por episódios recentes de destruição, mortes e milhares de desabrigados.


O fenômeno climático, caracterizado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico, provoca mudanças significativas no clima em escala global. De acordo com registros, o último El Niño, ocorrido há dois anos, trouxe temporais que resultaram em grande devastação no estado gaúcho. A expectativa é de que os próximos meses tragam tempo fechado e volume elevado de chuvas para o Sul do país, enquanto o Norte deverá enfrentar desafios distintos.


Mais de 3.600 municípios brasileiros estão suscetíveis ao aumento do risco de desastres climáticos, cenário que preocupa autoridades e especialistas em gestão de riscos. A questão central é se o Brasil está preparado para lidar com os impactos do fenômeno. Conforme apontado por um professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, pesquisas recentes indicam que "2 a cada 3 cidades brasileiras possuem baixa ou baixíssima capacidade de se adaptar a eventos extremos causados pelo excesso de chuva".


Ele ressalta ainda a necessidade de planejamento específico para cada bacia hidrográfica do país: "Cada uma das bacias do Brasil deveria ter um planejamento e ações específicas para trabalhar com situações de desastres". Segundo o especialista, as cidades apresentam dificuldades para enfrentar inundações, enxurradas e alagamentos, problemas que tendem a se agravar com a intensificação dos eventos climáticos extremos.


No Rio Grande do Sul, o estado tem realizado obras para reconstruir sistemas de proteção destruídos durante os temporais, além de investir em novas redes de monitoramento de desastres. No entanto, ainda há intervenções inacabadas, como no bairro Sarandi, em Porto Alegre, onde os moradores seguem apreensivos diante da possibilidade de novas enchentes.


Durante o último El Niño, que atingiu o estado em 2024, as chuvas deixaram 185 mortos e obrigaram mais de 580 mil pessoas a deixarem suas casas. Para o especialista, a falta de preparação é um problema estrutural: "Nós não temos essa preparação no Brasil, infelizmente não faz parte da nossa cultura". Enquanto obras essenciais aguardam conclusão, cresce entre a população o desejo de segurança para seguir com a rotina sem o medo constante de novos desastres climáticos.

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