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Entenda o que são “taxas de juros negativas” do Plano Safra da Agricultura familiar

Ministro Paulo Teixeira explica como valores subsidiados, muito abaixo dos praticados pelo mercado, incentivam produção de alimentos da cesta básica e orgânicos
01 jul 2025 às 16:10
Por: Band
Diego Campos / Secom / PR

Imagine a situação: você procura o banco em um país com taxa básica de juros de 15% e inflação anual na casa de 5%. Mas, mesmo diante dessa conjuntura desafiadora, sai do banco com um empréstimo para produzir alimentos da cesta básica com juros de 2% a 3% ao ano, com longo prazo para quitação. É exatamente isso que o Plano Safra da Agricultura Familiar assegura aos produtores ligados à agricultura familiar.

O novo Plano Safra oferece taxas especiais que estimulam a produção de alimentos da cesta básica, orgânicos e, entre outros, para quem trabalha com florestas produtivas no Brasil. As condições especiais foram detalhadas nesta terça-feira, 1 de julho, pelo ministro Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar) durante o Bom Dia, Ministro. “Esses 2% de juros é um juro negativo. São 2% ao ano. Ele não corrige nem a inflação. É um juros para estimular a agricultura orgânica”, resumiu Paulo Teixeira.


Na cerimônia de anúncio, o presidente Lula também enfatizou esta perspectiva. “É importante lembrar que uma taxa de juros a 3% ao ano em um país com inflação de 5% significa -2%. É menos que juros zero. E isso está permeando toda a agricultura familiar. É importante que a gente aprenda a falar essas coisas para as pessoas se darem conta de que os nossos bancos estão fazendo aquilo que historicamente não se fazia nesse país”, afirmou o presidente.


Veja os destaques do Plano Safra para a Agricultura Familiar
 

R$ 89 BILHÕES – A agricultura familiar é responsável por cerca de 70% dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros. O novo Plano Safra destina R$ 89 bilhões em medidas de ampliação de crédito que impulsionam a transição agroecológica e promovem justiça social no campo. O plano garante taxa de 3% ao ano para a produção de arroz, feijão, mandioca, frutas, verduras, ovos e leite – e cai para 2% quando o cultivo é orgânico ou agroecológico. A estratégia, adotada nos últimos dois planos safras, resultou no aumento dos financiamentos para produtos da cesta básica, gerou renda no campo e ajudou a proporcionar preços mais justos aos consumidores. 


 FLORESTA PRODUTIVA – Ao falar sobre o conceito de floresta produtiva, o ministro citou o exemplo de um produtor que visitou recentemente em Belém (PA) e que cultivava, em uma área de dois hectares, dez diferentes espécies, como cupuaçu, açaí, cacau, andiroba e baunilha. “Esse é o centro do investimento para o Norte brasileiro: a recuperação florestal por meio de espécies produtivas”, explicou. 

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ÁREAS DEGRADADAS – Para Teixeira, esse apoio é fundamental para a recuperação de áreas degradadas. “Queremos recuperar áreas degradadas com reflorestamento, com espécies produtivas que dão resultado econômico a esse agricultor”. Segundo o ministro, o responsável pela produção visitada em Belém está feliz, porque vê o resultado se converter em renda. “A cada mês ele tem uma cultura diferente e são culturas que estão tendo muito valor de mercado”, destacou. “O que o Plano Safra propõe, que é um juros de 3% para quem for produzir florestas produtivas, é um juros subsidiado. Aumentou muito o financiamento de açaí, cacau, cupuaçu e de sistemas agroflorestais”, continuou.


QUINTAIS PRODUTIVOS – Outro ponto destacado por Paulo Teixeira no contexto do Plano Safra é a relevância das mulheres. “Temos uma política para as mulheres no Ministério e no crédito aumentamos em 36,8% o volume para as mulheres. As contratações subiram 33% e aí as mulheres têm crédito mais barato”, ressaltou. O ministro citou como exemplo o Novo Pronaf B Quintais Produtivos, que oferece condições especiais para microcrédito voltado a mulheres rurais, com limite de R$ 20 mil e juros de 0,5% ao ano, com bônus de adimplência de até 40%. “Os quintais produtivos são aquelas produções de pequena área, às vezes meio hectare, e ali você pode produzir 15 a 20 diferentes culturas que servem para a alimentação da família e para a venda, seja para o Programa Nacional de Alimentação Escolar, para o Programa de Aquisição de Alimentos e até para o mercado”, explicou Teixeira.  


CENTRALIDADE - “A renda num quintal produtivo pode chegar a 5 mil reais. Mas as políticas vão para além do financiamento. Vão para a assistência técnica. Lançamos um edital para as mulheres, principalmente para esses quintais produtivos, que estamos implementando. O tema das mulheres tem centralidade nas nossas políticas. Elas estão assumindo um papel relevante na agricultura brasileira”, concluiu o ministro.

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