O mercado brasileiro da soja segue com forte movimentação neste início de junho, impulsionado principalmente pelo ritmo elevado das exportações e pela demanda aquecida da indústria nacional de processamento.
Segundo pesquisadores do Cepea, a elevada liquidez tem ajudado a limitar quedas mais expressivas nos preços da oleaginosa, mesmo diante da safra recorde colhida no Brasil e do cenário favorável para a oferta global.
Os números do comércio exterior reforçam esse cenário positivo. Dados da Secex mostram que o Brasil exportou 14,82 milhões de toneladas de soja em maio. Apesar de representar uma queda de 11,5% em relação a abril, o volume ainda ficou 5,1% acima do registrado no mesmo período de 2025.
No acumulado entre janeiro e maio, os embarques brasileiros atingiram nível recorde para o período.
Enquanto isso, produtores brasileiros se preparam para o período do vazio sanitário da soja, medida fitossanitária utilizada no combate à ferrugem asiática, uma das principais doenças da cultura.
No cenário internacional, os Estados Unidos seguem avançando no plantio da safra 2026/27. De acordo com o USDA, a semeadura alcançou 87% da área prevista até o fim de maio, acima da média histórica dos últimos cinco anos.
Já na Argentina, a Bolsa de Cereales informou que a colheita atingiu 91,7% da área cultivada. A estimativa de produção no país segue mantida em 50,1 milhões de toneladas.
Mesmo diante da oferta elevada no mercado internacional, a combinação entre demanda firme e exportações aquecidas continua sustentando o mercado da soja no Brasil.