As exportações brasileiras de algodão em pluma seguem em ritmo intenso mesmo durante o período de entressafra, impulsionadas pela ampla disponibilidade do produto no mercado interno e pela necessidade de escoamento do excedente produtivo.
Segundo pesquisadores do Cepea, o Brasil consolidou nos últimos anos uma mudança estrutural no padrão de exportações, passando a manter um fluxo contínuo ao longo de todo o ano. Antes, os embarques se concentravam principalmente no segundo semestre.
Dados da Secex mostram que, nos primeiros 14 dias úteis de junho de 2026, o país exportou 146,8 mil toneladas de algodão em pluma. O volume ainda está abaixo do registrado em maio, mas já supera o total embarcado em todo o mês de junho do ano anterior.
A média diária também apresentou forte crescimento em relação ao mesmo período de 2025, reforçando o ritmo acelerado dos embarques.
Caso o desempenho seja mantido, as exportações de junho podem alcançar cerca de 220 mil toneladas, o que representaria um novo recorde para o mês e superaria com folga o maior volume já registrado na série histórica da Secex para o período.
O cenário reforça a força do algodão brasileiro no mercado internacional e a capacidade do país de manter fornecimento constante mesmo em períodos tradicionalmente marcados por menor disponibilidade da pluma.