As exportações de carne suína do Brasil cresceram 6,2% entre janeiro e setembro de 2026, totalizando 1,192 milhão de toneladas embarcadas ao exterior. No mesmo período de 2025, foram enviadas 1,122 milhão de toneladas.
Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (7) pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
No faturamento, o setor também registrou alta. A receita chegou a US$ 2,737 bilhões nos nove primeiros meses do ano, avanço de 1,3% em relação aos US$ 2,703 bilhões registrados no mesmo intervalo de 2025.
Embarques recuam em setembro
Apesar do resultado positivo no acumulado do ano, setembro apresentou retração nas exportações.
O Brasil embarcou 135 mil toneladas de carne suína no mês, queda de 11% em relação às 151,6 mil toneladas exportadas em setembro de 2025.
A receita também recuou. Os embarques geraram US$ 289,3 milhões, redução de 21,5% na comparação com os US$ 368,4 milhões registrados no mesmo mês do ano passado.
Segundo o presidente da ABPA, Ricardo Santin, a queda mensal está relacionada principalmente à base elevada de comparação e à pressão sobre os preços internacionais.
Mesmo assim, o dirigente avalia que o cenário acumulado segue positivo, com médias mensais superiores a 130 mil toneladas e crescimento acima de 6% em volume.
Japão e Chile ampliam compras
Entre os principais mercados, as Filipinas lideraram as compras de carne suína brasileira em setembro, com 25,691 mil toneladas, apesar de uma queda de 47,7% sobre o mesmo mês de 2025.
O Japão ficou em segundo lugar, com 15,916 mil toneladas, aumento de 38,9%.
Na terceira posição aparece o Chile, que importou 14,431 mil toneladas, alta de 72%.
A China comprou 11,418 mil toneladas, queda de 16,4%, enquanto o Vietnã recebeu 7,392 mil toneladas, retração de 23,2%.
Outros mercados também registraram crescimento nas compras em setembro. A Argentina importou 7,312 mil toneladas, alta de 73,8%. A República Dominicana adquiriu 2,129 mil toneladas, aumento de 53,6%.
O Peru recebeu 1,054 mil toneladas, crescimento de 104,6%, enquanto a África do Sul importou 822 toneladas, alta de 99,4%.
A Malásia, novo mercado para a carne suína brasileira, recebeu 1,918 mil toneladas no mês.
Santa Catarina lidera embarques
Entre os estados produtores, Santa Catarina manteve a liderança nas exportações de setembro, com 64,479 mil toneladas. O volume foi 11,4% menor do que as 72,784 mil toneladas embarcadas no mesmo mês de 2025.
O Rio Grande do Sul aparece em segundo lugar, com 33,779 mil toneladas, queda de 5,5%.
O Paraná ficou na terceira posição, com 22,737 mil toneladas exportadas, retração de 10,1% em relação às 25,305 mil toneladas de setembro do ano passado.
Mato Grosso embarcou 3,762 mil toneladas, queda de 3,7%.
Já Minas Gerais teve crescimento de 19,4%, passando de 2,912 mil para 3,477 mil toneladas no período.
Segundo a ABPA, a abertura e ampliação de mercados externos ajudam a diversificar os destinos da produção brasileira e sustentam o desempenho positivo das exportações no acumulado do ano.