Agro

Exportações sustentam mercado do boi gordo nos primeiros meses de 2026

06 ago 2026 às 09:51

O mercado do boi gordo e da carne bovina apresentou relativa firmeza nos sete primeiros meses de 2026, impulsionado principalmente pelas exportações aquecidas e pela oferta controlada de animais terminados. A avaliação é do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).


Segundo o levantamento, a combinação entre a forte demanda externa, a reposição valorizada e a oferta relativamente ajustada sustentou os preços ao longo do período, mesmo diante de um consumo doméstico considerado moderado.


Exportações compensaram consumo interno


O Cepea destaca que o câmbio favorável aumentou a competitividade da carne bovina brasileira no mercado internacional. Com isso, as exportações ajudaram a equilibrar o setor, compensando a demanda mais fraca no mercado interno, ainda impactada pela redução do poder de compra das famílias.


Mercado teve oscilações ao longo do ano


Apesar da firmeza observada no acumulado do ano, o mercado do boi gordo passou por diferentes momentos. Em alguns períodos houve maior pressão causada pelo aumento da oferta de animais, enquanto em outros as cotações voltaram a se recuperar.


Oferta de animais influenciou os preços


Os pesquisadores do Cepea explicam que, no primeiro trimestre, o setor ainda refletia o elevado abate de fêmeas registrado nos anos anteriores. Esse cenário reduziu a disponibilidade de animais para reposição e contribuiu para a valorização dessa categoria.


Já no segundo trimestre, a entrada de animais provenientes das pastagens aumentou a oferta em algumas regiões. Mesmo assim, as escalas de abate dos frigoríficos permaneceram relativamente ajustadas, impedindo quedas mais expressivas nos preços do boi gordo.

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