De acordo com dados divulgados no Weekly Weather and Crop Bulletin, publicado nesta terça-feira (10) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), as chuvas seguiram generalizadas em grande parte do Brasil, mas permaneceram escassas em áreas agrícolas do Nordeste e do Sul. O boletim do USDA aponta que essas regiões receberam pouca ou nenhuma precipitação, abaixo de 10 milímetros, em contraste com outras áreas do país, onde os volumes variaram de 10 a 100 milímetros.
Segundo o USDA, as temperaturas ficaram, em média, até 3°C acima do normal, com máximas diurnas entre 30°C e 35°C. No Sul e no Nordeste, onde o tempo foi mais seco, a ausência de chuvas significativas favoreceu a intensificação do calor, elevando as temperaturas para perto de 40°C e aumentando as taxas de evapotranspiração nas lavouras do Sul.
Conforme relatórios de órgãos governamentais citados no boletim do USDA, em 3 de fevereiro, no Paraná, a primeira safra de milho estava próxima da maturação, com colheitas acima das médias históricas. O documento informa que o plantio da segunda safra seguia em andamento, porém foi prejudicado pela baixa umidade do solo, o que também atrasou a colheita da soja. A soja encontrava-se em estágios críticos de floração e enchimento de grãos, sob estresse hídrico e temperaturas elevadas, com início da colheita em algumas áreas.
Já no Rio Grande do Sul, em 5 de fevereiro, a colheita de milho havia alcançado cerca de um terço da área, segundo o Weekly Weather and Crop Bulletin do USDA, com rendimentos variando de forma significativa em função da irregularidade das chuvas. A soja também estava em fases de floração e enchimento de grãos, com desenvolvimento desigual no estado, de acordo com o boletim, com áreas com melhor umidade do solo apresentando maior potencial produtivo, enquanto outras registravam estresse hídrico e perspectiva de redução de rendimento.