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Feijão carioca reage no fim de abril com oferta restrita, mas média mensal recua

Para o feijão preto, o cenário seguiu mais pressionado, influenciado pela maior disponibilidade
05 mai 2026 às 16:20
Por: Assessoria de Imprensa - CNA
Foto: Divulgação/CNA

O mercado de feijão carioca apresentou dois momentos distintos ao longo de abril, segundo o indicador Cepea/CNA.

Na primeira quinzena, os preços recuaram diante da dificuldade de repasse ao varejo e da postura mais cautelosa dos compradores. Já na segunda metade do mês, a combinação entre oferta mais restrita, necessidade de recomposição de estoques e maior disputa por lotes de melhor qualidade sustentou uma reação consistente das cotações. Ainda assim, a média mensal permaneceu abaixo da registrada em março.


Para o feijão preto, o cenário seguiu mais pressionado, influenciado pela maior disponibilidade e pela proximidade da nova colheita, embora com sustentação pontual em algumas regiões.


Feijão carioca (notas 9 ou superior) – Entre 23 e 29 de abril, a menor oferta de novos lotes e a demanda firme impulsionaram os preços nas principais praças. No Paraná (Curitiba, Castro e Ponta Grossa), a valorização foi de 9,46%, seguida por Itapeva (SP), com alta de 8,87%, noroeste de Minas (7%) e Nordeste do Rio Grande do Sul (6,71%). O movimento disseminado indica um mercado ajustado, sem concentração regional. Em Itapeva (SP), a cotação atingiu R$ 395,43 por saca, o maior valor entre as regiões acompanhadas.


Apesar da recuperação no fim do mês, a média de abril (até o dia 29) ficou 2,84% abaixo da de março. Ainda assim, os preços permanecem 25,8% acima de abril de 2025 e acumulam alta de 43,9% em 2026.

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Feijão carioca (notas 8 e 8,50) – A reação foi ainda mais intensa em algumas regiões, sinalizando avanço da demanda sobre padrões intermediários diante da escassez relativa dos melhores lotes. Entre 23 e 29 de abril, o destaque foi o Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, com alta de 23,87%. Também houve valorização em Sorriso (MT) (7,85%), Curitiba (PR) (7,35%), noroeste de Minas (6,18%) e Itapeva (SP) (6,49%). O comportamento reforça um movimento de substituição na demanda, com compradores migrando para grãos de qualidade intermediária.


A média de abril para esse grupo ficou 2,2% abaixo da de março, mas ainda 34,8% acima da de abril de 2025. No acumulado do ano, a alta chega a 40,1%.


Feijão preto (tipo 1) – A média de abril recuou 8,03% em relação a março, configurando a queda mensal mais intensa desde julho de 2025. O mercado segue pressionado pela maior disponibilidade e pela expectativa de entrada da nova safra. Ainda assim, o comportamento foi heterogêneo no fim do mês: entre 23 e 29 de abril, houve alta de 2,28% em Itapeva (SP), 1,91% na Metade Sul do Paraná e 1% no Oeste Catarinense, enquanto Curitiba (PR) registrou queda de 1,01%, reforçando o viés baixista em regiões com maior oferta. A liquidez permaneceu moderada.


Mesmo com a retração mensal, os preços do feijão preto seguem 3,3% acima dos valores de abril de 2025 e acumulam valorização de 21,2% no primeiro quadrimestre de 2026, sustentados, em parte, pela menor área cultivada, embora limitados por uma demanda ainda enfraquecida.

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