A Argentina registrou o terceiro caso de gripe aviária em granjas comerciais, o que levou à suspensão imediata das exportações de produtos avícolas do país. O anúncio foi feito pelo Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar (Senasa), após a identificação de um novo foco na província de Córdoba.
Os dois primeiros casos haviam sido registrados dias antes na província de Buenos Aires. Apesar da suspensão das vendas externas, o governo argentino afirma que o consumo interno de carne de frango e ovos permanece seguro, uma vez que a influenza aviária não é transmitida a seres humanos pelo consumo desses alimentos.
Medidas de controle e mercado interno
O Senasa informou que todas as medidas sanitárias estão sendo rigorosamente aplicadas para controlar os focos e recuperar o status de país livre da doença. O objetivo é retomar o mais rápido possível as exportações para mercados estratégicos, como China, Chile e União Europeia. Atualmente, as vendas continuam apenas para destinos que aceitam produtos de províncias onde não houve registro da enfermidade.
A crise sanitária ocorre em um momento de mudança no hábito de consumo dos argentinos. Pela primeira vez, o consumo de carne de frango superou o de carne bovina no país, tradicionalmente conhecido por sua cultura carnívora. No total, somando frango, carne bovina e suína, o consumo per capita na Argentina ultrapassa os 100 kg por ano.
Fatores econômicos no consumo
A escolha pelo frango tem sido impulsionada principalmente por questões econômicas. Segundo especialistas e consumidores locais, a diversidade de cortes e a variação de preços permitem que o produto se adapte a diferentes orçamentos, especialmente em períodos de inflação alta.
O ano de 2024 já havia sido positivo para a produção avícola argentina, mas o setor enfrenta desafios em 2025 devido ao surgimento desses novos focos. A prioridade das autoridades sanitárias agora é o isolamento das granjas afetadas para evitar que a gripe aviária se espalhe para outras regiões produtoras, garantindo a estabilidade tanto do abastecimento doméstico quanto das futuras negociações internacionais.