Agro

Hortaliças aliviam inflação, mas frutas ficam mais caras

13 ago 2026 às 13:00

A prévia do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), trouxe um alívio para o orçamento doméstico. O grupo de alimentos e bebidas foi o principal responsável por conter o índice geral de inflação, impulsionado pelo aumento da oferta e forte recuo no preço dos legumes e hortaliças.


As maiores reduções no setor alimentício foram registradas pelo pepino, que despencou 33,42%, e pelo tomate, com queda de 29,09%. Por outro lado, questões climáticas e sazonais pressionaram a cotação de frutas como a manga, que liderou os aumentos ao subir 14,74%, e o limão, com reajuste de 10,59%.


Legumes e pescados puxam quedas


A maior disponibilidade de hortifrútis nas centrais de abastecimento beneficiou diretamente o consumidor na feira e nos supermercados. Além do tomate e do pepino, a batata-inglesa registrou expressivo recuo de 19,59%, seguida pela cenoura, que barateou 14,41%.


Entre as principais reduções do período, destacam-se:


  • Pepino: -33,42%

  • Tomate: -29,09%

  • Batata-inglesa: -19,59%

  • Cenoura: -14,41%

  • Açaí (emulsão): -13,32%

  • Abobrinha: -10,49%

  • Laranja-lima: -10,41%

  • Couve-flor: -9,64%


O setor de pescados também colaborou para a contenção da inflação, com recuos relevantes no peixe-filhote (-6,50%), peroá (-5,73%), tainha (-4,25%) e cação (-3,94%).


Manga, grãos e leite mantêm pressão de alta


Apesar do alívio generalizado no setor de verduras e raízes, os itens essenciais da mesa do brasileiro continuam sob pressão. Problemas decorrentes do clima nas regiões produtoras reduziram a colheita da manga, enquanto a melancia (+7,78%) e a cebola (+7,74%) também registraram altas expressivas.

Veja as maiores elevações apuradas pela prévia do IBGE:


  • Manga: +14,74%

  • Limão: +10,59%

  • Melancia: +7,78%

  • Cebola: +7,74%

  • Morango: +7,13%

  • Mamão: +6,16%

  • Feijão-preto: +3,28%

  • Leite longa vida: +2,47


A alta continuada do leite longa vida e de variedades de feijão contrapõe a trégua obtida no setor de legumes, mostrando que os itens de proteína e grãos ainda exigem atenção do consumidor na hora da compra.

Veja Também