As cotações da laranja pera de mesa recuaram em agosto, aproximando-se dos valores praticados para a fruta destinada à indústria, segundo o Cepea.
O movimento ocorreu em meio à atuação das fábricas, que continuaram recebendo laranjas previstas em contratos renegociados e também fizeram compras pontuais no mercado à vista.
Com isso, a diferença entre os preços da fruta destinada ao consumo in natura e os valores praticados pela indústria ficou menor ao longo do mês.
Tahiti tem forte alta
Enquanto a laranja pera perdeu valor, a lima ácida tahiti registrou forte valorização em agosto.
Segundo o Cepea, a principal explicação é o período de entressafra, que reduz a oferta disponível no mercado.
As condições favoráveis de umidade vêm contribuindo para o desenvolvimento das frutas, mas os efeitos sobre a disponibilidade comercial acontecem com certa defasagem.
Por isso, no curto prazo, a oferta continua restrita e mantém as cotações da tahiti em níveis elevados.
O mercado segue atento à retomada da oferta e à evolução das condições de produção para definir os próximos movimentos dos preços das frutas cítricas.