Impacto das chuvas em Minas Gerais
De acordo com um levantamento realizado pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), as maiores perdas concentram-se na região da Zona da Mata. Os municípios de Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa estão entre os mais prejudicados pelas intempéries. No total, estima-se que 45 hectares de hortaliças tenham sido completamente perdidos devido ao excesso de umidade e alagamentos.
A dificuldade logística é outro entrave para o produtor mineiro. As chuvas dificultaram o escoamento do leite, um item perecível que depende de transporte ágil, e afetaram a qualidade da silagem (forragem conservada para alimentação do gado) e das pastagens, o que pode impactar a produtividade leiteira nos próximos meses.
Crise da cebola em Santa Catarina
Enquanto Minas Gerais lida com o excesso de água, produtores de cebola em Santa Catarina enfrentam uma crise financeira severa. Ao menos cinco cidades do estado decretaram situação de emergência em função dos baixos preços praticados no mercado. Santa Catarina é responsável por 40% da produção nacional da hortaliça e vive sua segunda safra consecutiva com excesso de oferta e entraves no escoamento.
Em Ituporanga, considerada a capital nacional da cebola, o quilo da variedade crioula está sendo comercializado por R$ 0,75. O valor está significativamente abaixo do custo de produção, que é estimado em R$ 1,33 por quilo. Esse cenário de desvalorização coloca em risco a sustentabilidade econômica das propriedades rurais da região.
Novas regras para rótulos de base vegetal
No âmbito legislativo, a Câmara dos Deputados aprovou novas diretrizes para a embalagem de produtos de origem animal e vegetal. A norma proíbe a utilização da palavra "leite" em itens que não sejam provenientes de fêmeas mamíferas, além de vetar denominações como "carne", "bife" ou "hambúrguer" em produtos de base vegetal.
O objetivo da medida é garantir informações claras ao consumidor sobre a natureza dos itens, evitando símbolos ou expressões que induzam ao erro. O projeto de lei segue agora para análise do Senado Federal.