O mercado de mandioca no Brasil consolidou a quinta semana consecutiva de valorização. De acordo com pesquisadores do Cepea, o cenário atual é resultado da combinação entre baixa disponibilidade de raiz no campo e aumento da demanda por parte das indústrias processadoras.
A oferta limitada de mandioca no mercado está ligada principalmente a estratégias adotadas pelos produtores e a condições climáticas desfavoráveis em regiões produtoras.
Muitos agricultores estão restringindo a venda da mandioca, avaliando que a rentabilidade atual ainda não é considerada atrativa. Essa retenção da produção no campo reduz a disponibilidade imediata da raiz para as fecularias.
Outro fator relevante é a falta de umidade no solo, registrada em diversas áreas produtoras, que tem endurecido a terra e dificultado os trabalhos de colheita, atrasando a entrada da matéria-prima nas indústrias.
Apesar da sequência de altas recentes, os preços da mandioca ainda enfrentam desafios quando comparados aos níveis registrados em 2025.
Na semana passada, o valor médio da tonelada de mandioca posta na fecularia ficou em R$ 503,96, representando alta de 2,5% em relação à semana anterior.
No acumulado das últimas quatro semanas, a valorização chega a 7,2%. Mesmo assim, no comparativo anual nominal, o preço atual ainda está cerca de 10,4% abaixo do registrado no mesmo período de 2025.
Quando os valores são ajustados pela inflação medida pelo IGP-DI, a desvalorização real atinge aproximadamente 8,7%, segundo dados do Cepea.