Agro

Mapa exige testes para classificar insumos agrícolas como biofertilizantes

07 nov 2026 às 12:03

A classificação dos insumos agrícolas ajuda a diferenciar o fornecimento de nutrientes da atuação sobre os processos fisiológicos das plantas. Segundo a Acadian Sea Beyond, o registro de um produto como biofertilizante no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) exige a comprovação de atividade bioestimulante por meio de bioensaios.


Samir Geraigire Filho, gerente técnico regional Latam Sul da empresa, explica que determinados produtos podiam ser registrados como fertilizantes organominerais classe A com base nas garantias nutricionais e de carbono orgânico, sem a necessidade de comprovar efeitos fisiológicos. Já a classificação como biofertilizante exige demonstrar essa atuação, independentemente da concentração de nutrientes.


De acordo com o especialista, o rótulo deve identificar o produto como biofertilizante. Nas formulações com extratos de algas marinhas, também deve constar a garantia de ácido algínico, componente característico dessas matérias-primas.


Entre as algas utilizadas está a Ascophyllum nodosum, originária do Atlântico Norte canadense. Conforme a empresa, seus compostos podem favorecer o desenvolvimento das raízes, o aproveitamento de água e nutrientes e as respostas das plantas ao estresse climático.


A recomendação é verificar a classificação, as garantias declaradas e a regularidade do registro antes de incorporar a tecnologia ao manejo.


“Para o produtor rural, conhecer essas exigências é importante na hora de decidir quais tecnologias incorporar ao manejo. Mais do que observar as promessas de desempenho, é fundamental verificar a classificação, as garantias declaradas e a regularidade do registro. Esses cuidados permitem avaliar os insumos de maneira mais criteriosa, trazendo mais clareza e confiança para o investimento”, conclui Samir Filho.

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