Agro

Menor demanda mantém pressão sobre os preços do feijão no mercado brasileiro

15 jun 2026 às 09:43

O mercado brasileiro de feijão continua registrando baixa liquidez diante da redução no ritmo das compras por parte de varejistas e atacadistas. O cenário tem contribuído para novas quedas nas cotações dos principais tipos comercializados no país.


Segundo levantamentos do Cepea, a menor intenção de compra observada nas principais praças acompanhadas pelo Centro de Pesquisas resultou em mais uma semana de recuo nos preços dos feijões carioca e preto.


Indústria prioriza giro dos estoques


Com o consumo mais lento, a indústria tem concentrado esforços no escoamento dos estoques já disponíveis, reduzindo a necessidade de novas aquisições no mercado.


Esse comportamento reforça a pressão sobre os preços e diminui o volume de negócios realizados entre produtores e compradores.


Colheita avança no Paraná


No campo, a colheita segue avançando no Paraná, principal estado produtor nesta etapa da safra.

De acordo com o Cepea, os trabalhos continuam sendo influenciados pelas condições climáticas, que têm provocado aumento nos registros de lotes com qualidade comprometida.


Além do Paraná, a colheita também avança em Minas Gerais e Goiás, ampliando gradativamente a oferta do produto no mercado.


Conab revisa projeções da safra


As mais recentes revisões divulgadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) trouxeram uma avaliação positiva para o conjunto da produção nacional de feijão na safra 2025/26.


O principal destaque foi o aumento expressivo das estimativas para o feijão-caupi, responsável por impulsionar os números gerais da produção brasileira.


Para o segmento de feijão cores, os ajustes foram considerados moderados.


Já para o feijão preto, a Conab voltou a revisar para baixo suas projeções de produção, indicando uma oferta menor do que a prevista anteriormente.


Mercado acompanha próximos movimentos


Apesar da pressão atual sobre os preços, o setor permanece atento ao avanço da colheita, ao comportamento do consumo interno e às condições climáticas que podem influenciar a qualidade e a disponibilidade do produto nas próximas semanas.


O equilíbrio entre oferta e demanda continuará sendo o principal fator para definir o rumo das cotações ao longo da safra.

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