Agro

Mercado do arroz vive clima de espera com foco em leilões e custos de produção elevados

23 abr 2026 às 09:32

O mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul atravessa um momento de forte divisão entre os agentes do setor. De um lado, as indústrias precisam repor seus estoques, mas encontram dificuldades para repassar os custos aos supermercados. Do outro, os produtores rurais seguem atentos à divulgação dos editais de leilões do governo, como o PEP e o Pepro, que são considerados peças-chave para equilibrar os preços e garantir a rentabilidade da produção gaúcha.


Segundo dados do Cepea, a movimentação no campo também sofre com a instabilidade do tempo. As chuvas registradas em diversas regiões do estado começaram a atrapalhar a reta final da colheita de arroz e soja, dificultando o trabalho das máquinas. Enquanto alguns produtores mais apertados financeiramente aceleram as vendas para fazer caixa, a maioria prefere segurar o grão, insatisfeita com os valores oferecidos atualmente pelos compradores no mercado spot.


Além das questões climáticas e políticas, o setor enfrenta o peso do aumento nos custos de produção, o que tem espremido o lucro de quem planta. A cautela é a palavra de ordem no varejo, que teme uma queda no consumo caso os preços subam demais nas prateleiras. Com isso, o cenário segue de expectativa total, aguardando definições de Brasília sobre o apoio à comercialização para que o mercado volte a ter um ritmo mais claro de negócios.

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