Agro

Mulheres de Itambé transformam sementes em acessórios de luxo com a marca "Nato Biojoias"

22 fev 2026 às 12:30

O artesanato sustentável está florescendo no interior do Paraná através da união entre criatividade e capacitação técnica. Conheça a história das mulheres da cooperativa Cocarid, em Itambé, que revela como sementes nativas estão sendo transformadas em biojoias sofisticadas, integrando a moda ao cenário do agronegócio regional.


A Origem e a Força do Grupo

O projeto nasceu de uma iniciativa social voltada para esposas e filhas de agricultores.

  • Capacitação: O grupo se consolidou após realizar um curso oferecido pelo SENAR, que forneceu a base técnica para o início da produção.

  • Cooperativismo: Através da Cocarid de Itambé, as mulheres uniram forças para transformar o aprendizado em um negócio estruturado sob a marca Nato Biojoias.

Matéria-Prima e Produção

As peças utilizam uma variedade de sementes brasileiras, unindo a durabilidade à estética natural:

  • Diversidade Biológica: São utilizadas sementes de açaí (aproveitadas após a extração da polpa), buritana, jarina, saboneteira e até da árvore flamboyant, comum na região de Maringá.

  • Tratamento e Logística: Para garantir a qualidade das peças, as sementes vêm tratadas de regiões como o Centro-Oeste brasileiro, passando por processos de pintura e polimento antes da montagem final.

  • Produtos: O catálogo inclui colares, marcadores de página e diversos acessórios que destacam a economia criativa local.

Empreendedorismo e Renda no Campo

O que começou como uma atividade de integração social evoluiu para uma fonte de renda significativa. A marca Nato Biojoias já participa de feiras e eventos, fomentando o comércio local e demonstrando que a sustentabilidade pode abrir novas frentes de trabalho para o público feminino na área rural.