Agro

Portos do Paraná ampliam em 14,3% carga movimentada em maio

14 jun 2026 às 12:41

Impulsionada pelo aumento das exportações, a Portos do Paraná movimentou 6,12 milhões de toneladas em maio, volume 14,3% superior ao do mesmo mês do ano passado, quando somou 5,35 milhões de toneladas. No acumulado de janeiro a maio, a movimentação total alcançou 28,87 milhões de toneladas, alta de 2,4% em relação ao mesmo período de 2025, que registrou 28,19 milhões.


As exportações responderam pela maior parte do avanço. Em maio, os embarques somaram 4,04 milhões de toneladas, cerca de 900 mil toneladas a mais do que em igual mês do ano anterior, o que representa crescimento de 28,8%. As importações, por sua vez, totalizaram 2,07 milhões de toneladas, aproximadamente 140 mil toneladas abaixo do resultado de 2025.


Segundo o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, os números reforçam a competitividade do complexo portuário. Ele afirma que "toda essa movimentação demonstra que os portos paranaenses são altamente competitivos e geram bons resultados para os operadores que atuam aqui".


Garcia destaca ainda que a administração mantém um programa contínuo de melhorias. "Seguimos investindo em infraestrutura, modernização de sistemas e capacitação de pessoal. Só assim é possível construir uma logística cada vez mais inteligente e eficiente", ressalta o executivo.


Soja e farelo puxam embarques

O principal produto responsável pelo avanço do comércio exterior foi a soja. As exportações do grão saltaram de 831,8 mil toneladas em maio do ano passado para 1,58 milhão de toneladas em maio deste ano, um crescimento de 91%. No acumulado de 2026, a commodity registra alta de 29%.


O Porto de Paranaguá responde por 14,2% de toda a soja exportada pelo Brasil, com embarques destinados principalmente a países da Ásia e do Oriente Médio. Na avaliação da estatal, a participação reforça o papel do corredor de exportação paranaense nas cadeias globais de alimentos.


O farelo de soja foi outro destaque entre as cargas. O volume exportado passou de 628,3 mil toneladas em maio de 2025 para 796 mil toneladas em maio deste ano, aumento de 27%. Paranaguá é o segundo maior exportador de farelo de soja do país, com participação de 26,5% nas vendas externas brasileiras nos cinco primeiros meses do ano.


De acordo com dados do Comex Stat, sistema do governo federal que reúne informações sobre o comércio exterior, e do Centro de Estatísticas da Portos do Paraná, a combinação de soja e farelo sustenta boa parte da movimentação no corredor leste de granéis sólidos.

Contêineres e proteínas em alta

As cargas exportadas por contêineres também registraram crescimento em maio. O volume alcançou 824,3 mil toneladas, aproximadamente 30 mil toneladas a mais que no mesmo mês do ano passado, o que representa aumento de 4%.


Grande parte dessas cargas é composta por proteínas animais congeladas. Entre janeiro e o fim de maio, cerca de 1,5 milhão de toneladas de carnes seguiram para mercados como China, África do Sul, Emirados Árabes Unidos, Filipinas e Japão, entre outros destinos atendidos pelos terminais paranaenses.


As exportações de óleos vegetais apresentaram expansão de 53% em maio, na comparação anual, e acumulam alta de 40% no ano. A celulose também avançou, com crescimento de 5% no período analisado, consolidando o portfólio de produtos atendidos pelo complexo portuário.

Importações recuam com queda nos fertilizantes

Nas importações, as cargas conteinerizadas aparecem como segundo principal segmento movimentado nos portos paranaenses. Em maio, o volume passou de 582,1 mil toneladas para 651 mil toneladas, um avanço de 12% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Já os fertilizantes, principal produto desembarcado pelo complexo, somaram 825 mil toneladas em maio. O resultado representa uma redução de 14% na comparação com igual período de 2025, ainda que o insumo siga entre as cargas mais relevantes recebidas pelos terminais do estado.


Para a gestão da Portos do Paraná, a combinação de crescimento nas exportações agrícolas, diversificação da carga conteinerizada e manutenção de fluxos importantes de importação reforça a necessidade de seguir com investimentos em capacidade e eficiência operacional, como defende Luiz Fernando Garcia.

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