As cotações da lima ácida tahiti — popularmente conhecida como limão tahiti — mantêm trajetória de alta no cinturão citrícola do estado de São Paulo. A valorização dos lotes de boa qualidade é impulsionada pela combinação entre a baixa disponibilidade de frutos no mercado, o encerramento da janela da safra principal e os impactos do clima atípico do período.
De acordo com levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP), a principal florada dos pomares paulistas ocorreu no decorrer de julho. Como o ciclo fisiológico da fruta exige meses de desenvolvimento, a maior parte dessa produção só estará pronta para colheita no final do ano, concentrando o aumento expressivo da oferta entre dezembro de 2026 e janeiro de 2027.
Tendência de preços firmes no mercado interno
Pesquisadores e agentes do setor consultados pelo Cepea indicam que a tendência é de preços firmes e sustentados para os citricultores ao longo das próximas semanas.
Embora haja expectativa de um aumento gradual na colheita a partir de setembro, o volume adicional não será suficiente para provocar queda expressiva nas cotações praticadas no mercado atacadista.
A projeção dos analistas aponta que o cenário de oferta contida deve manter as cotações elevadas pelo menos até o mês de outubro. O momento atual favorece os produtores rurais que dispõem de frutas com padrão comercial adequado tanto para o abastecimento doméstico quanto para a exportação.