Agro

Preço do feijão começa a cair em abril após atingir patamares recordes

13 abr 2026 às 09:55

Após um primeiro trimestre de subidas intensas e patamares recordes, os preços dos feijões preto e carioca iniciaram o mês de abril em trajetória de queda no Brasil. Segundo dados do Cepea/CNA, a oferta limitada, que foi o principal combustível para as altas nos primeiros três meses do ano, perdeu força como fator de sustentação. Agora, a retração da demanda por parte dos consumidores e da indústria passou a exercer uma pressão negativa, forçando o mercado a buscar um novo ponto de equilíbrio entre o que é produzido e o que chega à mesa dos brasileiros.


Essa mudança no cenário é influenciada pela demora na transmissão dos preços entre as empacotadoras e os supermercados, além da expectativa em torno da segunda safra. Pesquisadores apontam que as incertezas climáticas no Sul do País trazem um componente de cautela, mas não foram suficientes para impedir o recuo nas cotações nestas últimas semanas. O setor vive um momento de transição, onde o varejo tenta ajustar as margens enquanto o produtor observa atentamente as previsões de chuva para garantir a produtividade das lavouras.


No cenário internacional, o desempenho brasileiro segue surpreendendo positivamente com exportações que somaram 27,28 mil toneladas em março. Esse volume é 51,3% maior do que o registrado no mesmo período de 2025, evidenciando que o feijão nacional continua ganhando espaço lá fora. Já as importações apresentaram um recuo de 17% em relação a fevereiro, totalizando 3,13 mil toneladas, embora o volume de grãos estrangeiros entrando no Brasil ainda seja quatro vezes superior ao que foi visto em março do ano passado, conforme dados da Secex.

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