O preço do suíno vivo apresentou uma queda acentuada em janeiro deste ano, após encerrar o último trimestre de 2024 em patamares estáveis, segundo dados divulgados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A retração nas cotações é impulsionada, principalmente, pelo desaquecimento da procura tanto no mercado brasileiro quanto nas exportações. Na praça SP-5, o valor médio do animal posto na indústria ficou em R$ 8,24 por quilo, o que representa um recuo de 6,9% na comparação com dezembro.
Pesquisadores do Cepea explicam que o movimento de baixa na demanda doméstica é típico do primeiro mês do ano. Nesse período, o orçamento das famílias costuma ficar mais apertado devido ao aumento de gastos sazonais, como impostos e despesas escolares, o que reduz a busca por proteínas. No entanto, em 2025, esse cenário foi agravado pela queda nos embarques para o exterior.
Queda nas exportações e oferta estável
De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), a média diária de embarques de carne suína na parcial de janeiro foi de 4,9 mil toneladas. O volume é inferior às 5,4 mil toneladas registradas em dezembro, confirmando o menor ritmo das vendas externas.
Enquanto a procura diminuiu, a oferta de animais para abate não seguiu a mesma tendência. O Cepea indica que o ritmo de abates em janeiro se manteve semelhante ao de dezembro. Esse desequilíbrio entre a disponibilidade de carne no mercado e a baixa procura resultou na pressão negativa sobre os preços pagos aos produtores.