Os beneficiários do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) poderão utilizar o comparecimento às urnas no primeiro turno das eleições, marcado para o dia 4 de outubro, para a realização automática da Prova de Vida. A medida abrange os segurados que recebem aposentadorias, pensões e auxílios assistenciais do governo federal, atingindo uma base que soma 40 milhões de cidadãos. O MPS (Ministério da Previdência Social) informou que a integração de dados visa facilitar a rotina dos aposentados e reduzir a necessidade de deslocamentos presenciais.
A validação automática ocorre por meio do cruzamento das informações biométricas coletadas pela Justiça Eleitoral no momento do voto. De acordo com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), a utilização das bases governamentais atende às diretrizes do governo federal para a verificação de vivacidade, eliminando a obrigatoriedade do atendimento físico em agências bancárias ou unidades previdenciárias. A estratégia busca garantir maior segurança aos repasses do fundo previdenciário e evitar o bloqueio indevido de pagamentos.
Caso o segurado não vote no pleito eleitoral, a checagem continuará ocorrendo por meio do sistema SIRIS (Sistema Integrado de Reconhecimento de Informações Sociais), que cruza registros como vacinação, emissão de passaporte, renovação de CNH (Carteira Nacional de Habilitação) e consultas no SUS (Sistema Único de Saúde). A convocação para a Prova de Vida presencial só será emitida pela DP (Diretoria de Benefícios do INSS) para os casos em que nenhuma movimentação oficial for localizada nos bancos de dados integrados.