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Produção de café aumenta no Brasil, mas preços não devem cair

Com estoques mundiais nos menores níveis em 25 anos, Conab projeta colheita de 66,2 milhões de sacas, mas consumo global pressiona as cotações
05 fev 2026 às 12:36
Por: Band - Viviane Taguchi
Reprodução

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta que a safra de 2026 alcance 66,2 milhões de sacas, um marco histórico para o setor. Apesar do aumento na oferta, o baixo nível dos estoques mundiais deve manter os preços pressionados no mercado internacional. Por ser considerada uma commodity, o preço do café no Brasil segue o padrão mundial.


O 1º Levantamento da Safra de Café em 2026, divulgado nesta quinta-feira (5), indica um crescimento de 17,1% em relação ao ciclo de 2025. Este desempenho é impulsionado pela bienalidade positiva — fenômeno fisiológico em que a planta alterna anos de alta e baixa produtividade — e por condições climáticas favoráveis. 


Mesmo com a expectativa de uma colheita recorde no Brasil, os preços do grão devem permanecer elevados. De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o consumo mundial de café segue em tendência de alta, impulsionado pela demanda asiática, especialmente na China e no Vietnã.


Outro fator determinante para a manutenção dos preços é o nível crítico dos estoques. No início da safra 2025/26, as reservas mundiais registraram o patamar mais baixo dos últimos 25 anos. A previsão é de nova queda nos estoques até o final do ciclo, o que mantém o valor do café valorizado para o produtor e pressionado para o consumidor.


Desempenho por espécie e produtividade

A produção de café arábica, variedade mais sensível à bienalidade, deve atingir 44,1 milhões de sacas, um salto de 23,3% sobre a safra anterior. Já o café conilon (robusta) tem previsão de colheita de 22,1 milhões de sacas, o que também representaria um recorde para a espécie. 

A área total destinada ao cultivo cresceu 4,1%, chegando a 1,9 milhão de hectares. Aliado à tecnologia e melhores práticas de manejo, a produtividade média nacional deve subir 12,4%, alcançando 34,2 sacas por hectare.  

Minas Gerais se consolida como o maior produtor nacional, com estimativa de 32,4 milhões de sacas, favorecido pela boa distribuição de chuvas. Em São Paulo, a recuperação de áreas afetadas em ciclos passados e a bienalidade positiva elevam a projeção para 5,5 milhões de sacas.

No Espírito Santo, principal polo de conilon, a safra está estimada em 19 milhões de sacas. Rondônia, estado que cultiva exclusivamente a espécie conilon, projeta um acréscimo de 18,3% na produção devido à renovação genética das lavouras por plantas clonais mais produtivas.

O agronegócio brasileiro também registrou recorde financeiro nas exportações em 2025. Embora o volume embarcado tenha caído, o faturamento atingiu US$ 16,1 bilhões devido à alta de 57,2% no valor médio do produto no mercado global.

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