A produção de frutas no Nordeste registrou um crescimento expressivo de 19% em um intervalo de quatro anos, saltando de 9,8 milhões de toneladas para 11,6 milhões de toneladas. O balanço consolidado pela Abrafrutas confirma a consolidação da região como o principal polo fruticultor do país. O território concentra marcas expressivas no abastecimento nacional, sendo responsável por 95% do melão, 80% da manga e 50% do mamão e do coco consumidos no Brasil, além de liderar a participação em culturas como uva, banana e melancia.
No comércio exterior, a relevância do setor é ainda mais evidente, já que o Nordeste responde por mais de 70% das frutas frescas exportadas pelo Brasil e por 90% dos embarques de uvas sem sementes. O avanço produtivo é sustentado pelo uso da agricultura irrigada, modelo que viabilizou o cultivo contínuo de itens com alto padrão de qualidade ao longo de todo o ano. Projetos estruturados desde a década de 1980 transformaram antigas áreas agrícolas em centros de excelência reconhecidos internacionalmente.
Além do impacto econômico direto, a fruticultura desempenha um papel social estratégico na geração de emprego e renda e na diversificação da oferta de alimentos. A constante incorporação de tecnologia e inovação no campo permitiu expandir a variedade de cultivos, incluindo espécies como maracujá, acerola, caju e abacaxi. Com o mercado aquecido e a demanda internacional em alta, a expectativa do setor produtivo agora se volta para a divulgação dos dados consolidados de desempenho que serão apresentados no fim deste ano.