Agro

Produção de trigo no Brasil deve ser a menor desde 2020, aponta Conab

21 jul 2026 às 21:11

As cotações do trigo no mercado brasileiro registram leves ajustes, impulsionadas pela postura defensiva dos produtores, que retêm as vendas, e pelas novas projeções oficiais de queda expressiva no volume colhido no país.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) reduziu em 4,5% a estimativa para a safra brasileira de trigo de 2026 na comparação com o levantamento anterior. O novo cálculo aponta para uma produção de 6,03 milhões de toneladas, frente aos 6,30 milhões projetados previamente.

Se o resultado se confirmar ao fim da colheita, o volume total ficaria 23,5% abaixo do registrado na safra passada e se consolida como a menor produção nacional de trigo desde 2020.


O recuo na oferta é motivado precipuamente pela diminuição da área destinada ao cultivo no Sul do país, somada ao desempenho produtivo inferior nas lavouras de parte da Região Centro-Oeste.


Dinâmica regional e impactos nos preços

A retração da oferta reflete diretamente nos negócios das principais praças produtoras, com comportamentos distintos entre as regiões monitoradas por pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Por outro lado, o panorama no Paraná apresenta viés diferente no mercado de lotes. A menor disponibilidade do cereal no estado paranaense atua como suporte para o valor da mercadoria, impedindo desvalorizações mais acentuadas.


No âmbito nacional, o equilíbrio entre a menor necessidade imediata de compra das indústrias e a oferta restrita nas mãos dos agricultores mantém os preços em patamares ajustados, enquanto o setor acompanha o desdobramento do clima nas áreas produtoras.

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