Agro

Produtores de arroz priorizam colheita e negociações seguem lentas no RS

01 abr 2026 às 09:03

O preço do arroz em casca no Rio Grande do Sul registrou uma alta superior a 11% durante o mês de março, em comparação ao fechamento de fevereiro. De acordo com dados divulgados pelo Cepea, a valorização ocorreu em um cenário de demanda firme, mas com baixo volume de negócios realizados. A baixa liquidez no período foi causada pela postura dos produtores, que evitaram vender grandes quantidades devido ao desequilíbrio entre o preço oferecido pelo mercado e os elevados custos de produção.


Com a redução das chuvas em diversas regiões produtoras, os rizicultores concentraram seus esforços nas atividades de colheita, afastando-se das negociações imediatas no mercado spot. Apenas os agentes com maior necessidade de caixa participaram das vendas, ainda assim de forma pontual e restrita.

 Pesquisadores indicam que, mesmo com a subida dos preços no último mês, os valores atuais não são suficientes para garantir a rentabilidade ideal de quem planta, o que mantém o setor em estado de alerta.


A cautela dos agentes do mercado deve permanecer enquanto a safra avança no território gaúcho. A prioridade dada ao campo visa garantir a qualidade do grão colhido, enquanto o mercado aguarda uma definição mais clara sobre os estoques e a paridade de exportação. Enquanto os preços não atingirem patamares que cubram os gastos operacionais, a expectativa é de que o fluxo de vendas continue ocorrendo apenas para suprir necessidades básicas de curto prazo das propriedades rurais.

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