Agro

Quer economizar? Ovos atingem os menores preços no mercado em janeiro

09 jan 2026 às 16:36

O mercado de ovos começa 2026 com quedas expressivas nos preços, intensificando o movimento de desvalorização que já havia sido observado no encerramento de 2025. Segundo dados divulgados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), nesta sexta-feira (9), a combinação entre o aumento da oferta do produto nas granjas e o enfraquecimento do consumo nas pontas de venda derrubou os preços para os menores níveis nas principais praças produtoras do Brasil.


Queda acentuada em Bastos


O levantamento do Cepea destaca a situação em Bastos, no interior de São Paulo, município reconhecido como o maior produtor de ovos do país. Na parcial do mês, contabilizada até o dia 7 de janeiro, o preço médio da caixa com 30 dúzias de ovos brancos (tipo extra) para retirada na granja ficou em R$ 89,56.

Entenda os motivos da desvalorização


O segundo fator é a demanda retraída, um fenômeno tradicionalmente observado no primeiro mês do ano. Janeiro é historicamente um período em que o poder de compra da população brasileira diminui.

As famílias enfrentam o acúmulo de despesas típicas de início de ciclo, como o pagamento de impostos (IPVA e IPTU), matrículas e materiais escolares, além das contas remanescentes das festas de fim de ano. Com o orçamento doméstico mais apertado, o consumo de alimentos tende a se ajustar, pressionando as cotações para baixo.


Impacto na cadeia produtiva


Para o produtor rural, o momento exige cautela e gestão eficiente. Embora a queda de preços possa parecer benéfica para o consumidor final nas gôndolas dos supermercados, para quem produz, ela significa margens de lucro mais apertadas.


A "caixa de 30 dúzias" é a unidade de medida padrão no atacado. Quando esse valor cai para a casa dos R$ 89,00, o avicultor precisa recalcular seus custos operacionais para garantir que a atividade continue rentável, especialmente se houver oscilações nos custos dos insumos básicos da ração, como milho e farelo de soja.


O setor aguarda agora os desdobramentos das próximas semanas para verificar se haverá uma reação na demanda com a volta às aulas e a normalização da rotina econômica das famílias, o que poderia ajudar a enxugar o excesso de oferta e estabilizar os preços.