O setor cafeeiro do Brasil recebeu uma notícia positiva após enfrentar desafios climáticos e estoques baixos em 2025. A primeira estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aponta que o país pode registrar uma safra recorde em 2026. A produção total deve alcançar 66 milhões de sacas, o que representa um crescimento de 17% em comparação ao período anterior.
Este aumento na oferta é resultado de condições climáticas mais favoráveis e do maior uso de tecnologia nas lavouras. A área plantada também registrou alta de 4%, aproximando-se de 2 milhões de hectares. A expectativa é que esse volume histórico normalize os preços no mercado interno e traga alívio tanto para produtores quanto para consumidores, que viram a bebida encarecer na cesta básica nos últimos meses.
Produção por tipo de grão
A estimativa detalhada da Conab mostra que o café arábica deve liderar o volume, com produção estimada em 44 milhões de sacas. Já o café conilon (robusta) deve alcançar 22 milhões de sacas. O equilíbrio entre oferta e demanda é considerado fundamental para manter a renda do produtor e garantir preços acessíveis na ponta, diretamente na xícara do brasileiro.
Em 2025, o menor nível de estoques e a safra inferior elevaram os custos de forma expressiva. O Brasil, maior produtor e exportador mundial de café, sentiu a pressão sobre a disponibilidade do produto, o que afastou parte dos consumidores da bebida. Com a nova projeção, o setor espera recuperar o fôlego comercial e estabilizar os patamares de preço.
Expansão do hábito na Ásia e China
Enquanto o consumo interno no Brasil enfrenta os reflexos da alta de preços, o mercado asiático vive um movimento contrário de forte expansão. Dados da plataforma World Coffee Portal indicam que o número de cafeterias abertas na Ásia cresceu 18% em 2025, totalizando mais de 180 mil estabelecimentos.
O grande destaque da região é a China, que registrou um crescimento superior a 30% no número de lojas no último ano. O café vem ganhando espaço como hábito urbano entre os chineses, impulsionado tanto por sedes internacionais quanto por marcas locais. A previsão para 2026 é de otimismo contínuo, com a estimativa de que o leste asiático se torne o principal mercado mundial de cafeterias, ultrapassando a marca de 200 mil unidades.