O preço do tomate subiu 37,76% em setembro, enquanto a batata-inglesa ficou 24,07% mais cara. Os dois alimentos estão entre os produtos que mais pressionaram o custo da alimentação no Brasil, segundo dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (9).
A cebola também registrou aumento expressivo, de 10,14%. Já o arroz ficou 4,56% mais caro, enquanto as carnes tiveram alta de 0,63%.
Após três meses consecutivos de queda, o grupo Alimentação e Bebidas avançou 0,83% em setembro. A alimentação consumida em casa subiu 0,96%, enquanto as refeições fora do domicílio ficaram 0,49% mais caras e os lanches tiveram alta de 0,47%.
CLIMA AFETA PRODUÇÃO DE ALIMENTOS
Segundo o IBGE, as variações estão relacionadas a fatores de oferta, incluindo condições climáticas que prejudicaram a produção agrícola.
O frio pode atrasar o amadurecimento do tomate, enquanto as chuvas dificultam o cultivo da batata. No caso da cebola, o excesso de umidade pode comprometer a qualidade do produto.
Essas condições podem reduzir a oferta de alimentos e pressionar os preços pagos pelos consumidores.
FRANGO E FRUTAS FICAM MAIS BARATOS
Nem todos os produtos registraram aumento em setembro. O frango inteiro teve queda de 1,96%, enquanto o frango em pedaços recuou 1,41%.
As frutas também ficaram mais baratas, com redução média de 1,12%.
As quedas ajudaram a amenizar parte da pressão sobre os gastos das famílias com alimentação.
IPCA SOBE 0,82% EM SETEMBRO
A inflação oficial do país avançou 0,82% em setembro, após registrar deflação de 0,32% em agosto. No acumulado do ano, o IPCA chegou a 3,95%. Em 12 meses, a alta alcançou 4,58%, acima do teto de 4,5% estabelecido para a meta de inflação.
Além dos alimentos, a conta de luz teve forte influência sobre o resultado mensal. O grupo Habitação subiu 2,31%, pressionado pelo aumento de 7,98% na energia elétrica residencial, após o fim do desconto do Bônus de Itaipu concedido em agosto.
Os dados do IPCA são utilizados para acompanhar a variação do custo de vida das famílias brasileiras com rendimentos entre um e 40 salários mínimos.