Agro

Trigo de boa qualidade fica escasso e pressiona preços no Brasil

04 nov 2026 às 08:43

Diante da dificuldade de encontrar matéria-prima adequada no mercado doméstico, agentes de moinhos consultados pelo Cepea têm recorrido às importações, mesmo com o câmbio desfavorável. Os custos mais elevados também vêm sendo repassados aos preços das farinhas.


Em São Paulo, segundo o Sindicato da Indústria do Trigo de São Paulo (Sindustrigo), as chuvas ao longo de setembro provocaram uma perda acentuada de qualidade. A estimativa é de que apenas 10% a 15% do trigo colhido possa ser classificado como tipo 1.


Na região Sul, agentes de moinhos relatam dificuldade para encontrar trigo com a qualidade necessária à produção de derivados. Pesquisadores do Cepea apontam que parte das indústrias segue negociando os estoques remanescentes de “trigo velho”, cuja boa qualidade tem mantido elevados os preços pedidos pelos vendedores.


Já o “trigo novo”, mesmo na parcela classificada como tipo 1, tem apresentado frequentemente parâmetros de qualidade fora do padrão, o que dificulta a comercialização com os moinhos.


Os lotes classificados como fora de tipo (FT), por sua vez, têm sido destinados à alimentação animal, tanto no mercado interno quanto para exportação.


Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), até 30 de outubro, 66,9% da área cultivada com trigo no Brasil havia sido colhida.

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