O consumo de adoçantes exige atenção, especialmente quando utilizados com frequência em bebidas como café e sucos ou presentes em produtos industrializados. O alerta é do oncologista Antonio Carlos Buzaid, que recomenda moderação no uso dessas substâncias.
Segundo o especialista, o ideal é reduzir ao máximo o consumo de adoçantes artificiais. Entre as opções disponíveis, a Stevia, considerada uma alternativa mais natural, pode ser utilizada com cautela e em pequenas quantidades. De acordo com ele, estudos indicam que até cerca de 10 gotas por dia não provocariam alterações significativas na flora intestinal.
A discussão sobre a segurança dos adoçantes ganhou destaque após a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC), vinculada à Organização Mundial da Saúde (OMS), classificar o aspartame como “possivelmente cancerígeno para humanos”. A agência avalia o potencial de determinadas substâncias causarem câncer, independentemente da quantidade consumida.
Nesse sistema de classificação, o aspartame foi incluído no grupo 2B, categoria que reúne substâncias consideradas possivelmente cancerígenas. O grupo 1, por sua vez, inclui agentes com comprovação de relação direta com o desenvolvimento da doença. Estudos apontam que o fígado poderia ser um dos órgãos potencialmente afetados.
Já a Food and Drug Administration (FDA), órgão regulador ligado ao Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, analisou os mesmos dados e concluiu que o consumo do aspartame é seguro quando mantido dentro dos limites recomendados. Para atingir o máximo diário indicado, por exemplo, um adulto precisaria ingerir aproximadamente entre nove e 14 latas de refrigerante zero em um único dia.
O aspartame é cerca de 200 vezes mais doce que o açúcar, o que explica seu uso em pequenas quantidades em bebidas e alimentos industrializados.
Entre os adoçantes artificiais mais conhecidos estão sacarina, ciclamato e aspartame. Já algumas alternativas consideradas naturais também são utilizadas como substitutas do açúcar e, segundo estudos, não apresentaram associação relevante com o desenvolvimento de câncer.
- Stevia — extraída das folhas da planta Stevia rebaudiana
- Xilitol — feito do álcool de açúcar do milho
- Eritritol — produzido por fermentação da glicose
- Açúcar de coco — feito da seiva do coqueiro
- Xarope de agave — extraído da planta de mesmo nome
- Sorbitol — encontrado em frutas como maçã e ameixa
Especialistas reforçam que, independentemente da escolha, o consumo deve ser feito com moderação e sempre aliado a uma alimentação equilibrada.
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